24 de mai. de 2014




Muita gente diz que não existem coincidências.

Repetições.

Muita gente diz que nada se aprende da história.

Mas a história tem memória.

E no caso específico do futebol.

Existe a memória da bola.

Quarenta anos depois.

O operário Atlético de Madrid beijou a Taça.

Acariciou a beldade.

E sucumbiu no altar.

A noiva fugiu com os marcos do Bayern em 1974.

A noiva fugiu com as pesetas do Real em 2014.

Era lógico.

Era óbvio.

Um óbvio ululante.

Porém... Simeoni e seus comandados não mereciam.

Foram heróis em um tempo sem heróis.

Valentes numa época de covardes.

E talvez por isso mesmo.

Tenham sido punidos pelos deuses do futebol novamente.

Bale e Ronaldo como heróis em um jogo no qual fugiram da bola.

Só pode ser isso mesmo.

Uma piada dos deuses do futebol.

Deuses do futebol que também não gostaram muito dos dribles do Di Maria.

Di Maria que teve momentos de Oscar Más.

A memória e a história estão de pés dados.

Vocês vão ver isso novamente mês que vem.

Na Copa.

Em tempo:

Miranda não ser lembrado por Felipão.

Cedendo lugar a Henrique.

Também é um crime de lesa pátria.









Um comentário:

  1. O Atlético e sua torcida não mereciam esse desfecho, podiam ter perdido mas com outro enredo. Os deuses do futebol não tem coração, bem sabemos disso! O título espanhol vencido após 18 longos anos, inclusive com passagem pela Série B, e a surpreendente chegada à final da Champoins servirão de estímulo para novas conquistas. A próxima oportunidade é contra o mesmo rival, a Super Copa da Espanha, em agosto.
    Ontem foi decidida a última vaga do acesso inglês. Em Wembley, Derby County 0x1 QPR, gol aos 45 do 2 tempo, com um jogador a menos e publico superior a 87mil pessoas. Como diz o bom comentarista Mauro César Pereira, o Brasil é o país do jogador de futebol, mas o país do futebol é a Inglaterra.

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