Hoje de manhã estive nos Aflitos.
Calor.
Naquele horário de modorra que antecede o almoço e o sonho.
A pedra estava lá.
Vermelha e branca.
Serena sob o sol azul do trópico milenar.
Templo e memória.
Oráculo e história.
Fechei os olhos num segundo e fiz meu pedido.
Um pedido aos deuses do futebol que ali permaneciam.
Tal qual os deuses daquela Grécia antiga e perdida.
Pedi que o prato dia fosse carcará.
Como pedem as crianças diante do onipotente no altar...

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