25 de abril de 1974 nasceu pra mim duas vezes.
A primeira na revista Manchete.
Uma foto de Spínola no Brasil.
Spínola e seu monóculo sepulcral.
Spínola que de triunfal virou ancestral.
A segunda vez foi com Tanto Mar.
Música de Chico Buarque chegando lá em casa.
Meu primeiro disco de Chico.
E a intrigante pergunta sobre alecrins e pá!
Que festa era aquela?
Que cravos eram aqueles/
Por que murcharam a festa?
De Portugal veio o Portuga - amigo do colégio São Luís e de guitarra.
E muitos outros portugueses vieram.
Como se entre nós não houvesse tanto mar.
Como se o Brasil não estivesse com seu Salazar bem vivo nas ruas e prisões...


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