24 de abr. de 2014





25 de abril de 1974 nasceu pra mim duas vezes.

A primeira na revista Manchete.

Uma foto de Spínola no Brasil.

Spínola e seu monóculo sepulcral.

Spínola que de triunfal virou ancestral.

A segunda vez foi com Tanto Mar.

Música de Chico Buarque chegando lá em casa.

Meu primeiro disco de Chico.

E a intrigante pergunta sobre alecrins e pá!

Que festa era aquela?

Que cravos eram aqueles/

Por que murcharam a festa?

De Portugal veio o Portuga - amigo do colégio São Luís e de guitarra.

E muitos outros portugueses vieram.

Como se entre nós não houvesse tanto mar.

Como se o Brasil não estivesse com seu Salazar bem vivo nas ruas e prisões...







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