Por
ROBERTO VIEIRA
A poesia brasileira tem dessas coisas.
Ou será o brasileiro?
O sujeito é poeta mas se contempla amanuense.
Funcionário público pra se sustentar.
Versos formosos e existência ci(ser)vil.
Os exemplos são muitos nessa pátria minha.
Vinícius começou assim e se viu aposentado pelo
regime militar.
Vinícius que brincou de CPOR em 1931.
A vida do Poetinha foi assim.
Um eterno desobrigar-se do lugar comum.
Da vida sem poesia.
Como se aos poucos Vinícius deixasse de ser gente.
Pra ser soneto apenas.
Drummond era ortodoxo genial.
Bandeira, filósofo batráquio.
Cabral migraine.
Apenas Vinícius se divertia languidamente com as
mulheres.
Ciente que toda poesia tem apenas uma função:
falar do que nos vai no coração.
Não que os outros poetas não tenham amado.
Não que os outros poetas não tenham vivido.
Mas viveram e amaram mortais.
Indiferentes à eternidade que há na chama.
Os poetas brasileiros sempre chutaram pro mato.
A vida e o amor?
Eram jogo de campeonato.
Apenas Vinícius era Divino.
Driblava o amor na grande área da paixão.
Com a sem cerimônia infinita de menino.
Pois, a vida é pra valer.
A vida é pra levar.
Vinícius, Mestre, Saravá!!!!!

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