3 de out. de 2013




Vandré voltou ao Brasil em 1973.

Deu entrevista ao Jornal Nacional.

E foi gravar participação no Programa Flávio Cavalcanti.

Cantando novas melodias.

Acompanhando Jair Rodrigues em 'Disparada'.

Tudo bem?

Nada!

Programa gravado e sendo exibido.

Vem a ordem pra censurar as canções.

O programa acabou meia hora antes do previsto.

E quem assistia em casa não entendeu o que acontecia.

Ou entendeu.

Bem demais.

Vandré?

Já tinha esquecido soldados e flores.

Mas a lembrança ainda estava caminhando nos quartéis...



2 comentários:

  1. Assisti a entrevista que Geraldo Vandré concedeu a Geneton na Globo News em 2010. A impressão que passou na entrevista foi que essa versão que ele foi torturado, e a partir daí, passou a sofrer uma espécie de síndrome de Estocolmo, tornando-se militarista, não se sustenta... A entrevista demonstra, a meu ver, que ele simplesmente recebeu uma proposta para retomar o cargo público, que havia perdido anos antes, em troca de seu silêncio... Explicou que nunca foi engajado em movimentos contra a ditadura, e que a mídia construiu sua imagem com um viés ideológico romântico, confundindo a música com o autor. Achei que houve sinceridade neste ponto. Muitas vezes a obra é libertária, mas o autor, não necessariamente. No mais, demonstrou um certo desprezo (mágoa?) pelo Brasil e pelos brasileiros com um semblante triste de quem sente-se desmotivado para seguir o que resta de sua vida...

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