Vandré voltou ao Brasil em 1973.
Deu entrevista ao Jornal Nacional.
E foi gravar participação no Programa Flávio Cavalcanti.
Cantando novas melodias.
Acompanhando Jair Rodrigues em 'Disparada'.
Tudo bem?
Nada!
Programa gravado e sendo exibido.
Vem a ordem pra censurar as canções.
O programa acabou meia hora antes do previsto.
E quem assistia em casa não entendeu o que acontecia.
Ou entendeu.
Bem demais.
Vandré?
Já tinha esquecido soldados e flores.
Mas a lembrança ainda estava caminhando nos quartéis...

Assisti a entrevista que Geraldo Vandré concedeu a Geneton na Globo News em 2010. A impressão que passou na entrevista foi que essa versão que ele foi torturado, e a partir daí, passou a sofrer uma espécie de síndrome de Estocolmo, tornando-se militarista, não se sustenta... A entrevista demonstra, a meu ver, que ele simplesmente recebeu uma proposta para retomar o cargo público, que havia perdido anos antes, em troca de seu silêncio... Explicou que nunca foi engajado em movimentos contra a ditadura, e que a mídia construiu sua imagem com um viés ideológico romântico, confundindo a música com o autor. Achei que houve sinceridade neste ponto. Muitas vezes a obra é libertária, mas o autor, não necessariamente. No mais, demonstrou um certo desprezo (mágoa?) pelo Brasil e pelos brasileiros com um semblante triste de quem sente-se desmotivado para seguir o que resta de sua vida...
ResponderExcluirEle teve medo... e sentir medo faz parte.
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