15 de out. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA


Bola não se aprende na escola.

Mas campo de futebol é sala de aula.

E o primeiro professor brasileiro foi Charles Miller.

Professor e aluno exemplar.

Depois veio o Henry Welfare.

Ensinando a tabelinha e dando aulas de inglês e puro malte escocês.

Nos anos 30, apareceu o Dori Kruschner.

Leônidas humildemente aprendeu a chutar.

Fausto?

Cabulou aula e mandou o húngaro se catar.

Pior pro Fausto.

Bola não se aprende na escola.

Mas campo de futebol é sala de aula.

Veio Sastre.

Tocando a bola e mostrando o que é que a Argentina tinha.

O brasileiro já sabia dominar a bola.

Sastre ensinou como dominar o jogo.

Quase na mesma época, em aulas particulares.

Dondinho dizia ao filho Pelé.

‘Beije de olhos fechados, cabeceie de olhos abertos!’

Bola não se aprende na escola.

Mas campo de futebol é sala de aula.

Bela Guttman se fez de Dori.

O Professor Zizinho recuou e Maurinho fez a festa.

Bola não se aprende na escola.

Mas campo de futebol também é sala de aula.

De repente, todo treinador virou Professor.

Professor pra cá.

Professor de lá.

Mas bem poucos sabem o que ensinar.

Mestrado?

Só Telê.

E nos dias de hoje.

Parece que o futebol brasileiro anda se analfabetizando.

Voltando aos tempos de Welfare e Miller.

Quando jogar bola era física quântica.


E craque mera questão de semântica...   


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