Por ROBERTO VIEIRA
O poeta se despede em silêncio.
A multidão se despede em versos.
Versos tristes e apaixonados ao vento.
Versos escravos do sentimento.
Nada mais a dizer.
Nada mais a sentir.
A manhã mais triste também virá a florir.
Pois é da natureza das flores sorrir.
Mesmo quando é muito mais fácil chorar...
Podem vir, Carabinieri!
O inimigo público número um está indefeso.
Mas, cuidado!
Sua poesia é eterna como as neves daquela cordilheira infinita.
Branca, gélida.
Mística.

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