Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
O treinador Cidinho, que lamentavelmente já não está mais entre nós, teve uma ligação bem próxima com o futebol aqui de Bonito. Era ele o técnico do Náutico na primeira visita feita pelos alvirrubros à nossa cidade, em maio de 1980. O jogo aconteceu em dia festivo contra o Maguary, no feriado do dia 1º. O Náutico venceu por 1x0, gol de Dario. O time tinha Washington no gol, Moacir na zaga, Lourival, Brás, Silvano e, no comando do ataque Dario, o Dadá Maravilha. Um pouco antes, em meados de abril, tínhamos encontrado Cidinho em Salvador, jogo do Náutico contra o Vitória pelo Brasileiro da 1ª. Divisão, na antiga Fonte Nova. Foi quando nos conhecemos. Uma visita à delegação alvirrubra em um hotel na Barra, na capital baiana, foi feita na ocasião. Ficou o registro fotográfico do momento, o encontro dos familiares com o simpático e atencioso Cidinho e seus jogadores, Evaristo, Silvano, Lourival, Ademar.
Tempos depois, Cidinho foi o escolhido pelos dirigentes do Maguary para dirigir a equipe com vista à participação do clube na disputa da 2ª. Divisão do nosso futebol. É precisamente dessa época a viagem por mim narrada em “Paixão e Fidelidade”, no capítulo “Muito Além do Campo de Dona Bela”, feita por nós − eu, Abdonildo Jordão e os dirigentes do Maguary, na companhia de Cidinho – para presenciar um jogo na cidade de Barreiros. Tratava-se de um amistoso com a presença do Ferroviário da capital, um dos futuros adversários do Maguary na competição promovida pela Federação, prestes a ser iniciada. Uma aventura, a viagem. O imponente Galaxe de cor preta, conduzido pelo amigo Maury Figueiredo, gerente da Fábrica e presidente do clube, cortando resoluto no escuro da noite a estrada de terra batida da Mata Sul, levando a bordo uma comitiva de apaixonados por futebol para ver, como olheiros, um jogo noturno em gramado friorento coberto de fuligem, que vinha do boeiro da usina, entre dois times de segunda. Bons tempos! Saudade do amigo Cidinho, uma pessoa simpática, simples e modesta, de conversa boa e convivência agradável.

E li que nenhum time da capital (ele trabalhou nos 3) prestou qualquer homenagem ao Cidinho (nem uma coroa de flores). Ainda bem, que ele teve amigos como você, Lucídio.
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