Por
ROBERTO VIEIRA
O centenário Leônidas
observa tudo irrequieto.
Meia dúzia de gatos
pingados.
Cadeiras vazias.
Mané namora a anjinha.
Zizinho não resiste:
‘Era sempre casa cheia!’
A camisa branca ou
amarela nos campos deste mundo.
Estádios superlotados.
Feriados nacionais.
Gente do lado de fora.
Gilmar, De Sordi e Djalma
Santos recém chegados.
Não ficam surpresos.
Fausto zombeteiro:
‘Não tem pobre não tem
preto...’
‘Parece o começo!’
O futebol voltando a
ser chique.
Mocinhas de sombrinha.
Leques.
Convescotes.
Leônidas gostou da
homenagem na faixa.
Leônidas se conforma no
abraço do Sastre.
‘Lá em casa também é
assim!’
O mundo da bola é como
o circo.
Circo que virou high
tech pra não morrer.
Adeus, palhaço!
Adeus, picadeiro!
Leônidas lança seu
derradeiro olhar.
Didi sentencia:
‘O show deve
continuar... ‘

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