7 de set. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA

O centenário Leônidas observa tudo irrequieto.
Meia dúzia de gatos pingados.
Cadeiras vazias.
Mané namora a anjinha.
Zizinho não resiste:
‘Era sempre casa cheia!’
A camisa branca ou amarela nos campos deste mundo.
Estádios superlotados.
Feriados nacionais.
Gente do lado de fora.
Gilmar, De Sordi e Djalma Santos recém chegados.
Não ficam surpresos.
Fausto zombeteiro:
‘Não tem pobre não tem preto...’
‘Parece o começo!’
O futebol voltando a ser chique.
Mocinhas de sombrinha.
Leques.
Convescotes.
Leônidas gostou da homenagem na faixa.
Leônidas se conforma no abraço do Sastre.
‘Lá em casa também é assim!’
O mundo da bola é como o circo.
Circo que virou high tech pra não morrer.
Adeus, palhaço!
Adeus, picadeiro!
Leônidas lança seu derradeiro olhar.
Didi sentencia:

‘O show deve continuar... ‘


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