18 de set. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA

Barcelona x Ajax fazem nesta quarta-feira sua segunda partida oficial. A primeira mudou a história do futebol.

Os dois clubes pertencem ao final do século XIX.
Quando a Europa respirava sonho.
O Ajax da fluvial Amsterdã.
O Barcelona mediterrâneo.
Cidades ricas unidas nos campos por um homem:
Johan Cruyff.
Cruyff que construiu a máquina do Ajax.
Menino pobre, Kovacs, Michels.
Cruyff que ressuscitou o Barcelona.
Craque milionário, laranja mecânica, Juan Gamper.
Um mês após a perda da Copa de 74.
Cruyff se veste de azulgrana.
O adversário é vermelho e branco e infância.
A Ajax adentra o Camp Nou de joelhos.
Tem Krol, tem Suurbier, tem Hann, Rep e Keizer.
Mas do outro lado estão as pesetas, Neeskens e Cruyff.
Temporal fantasmagórico antes da peleja.
Pontapé inicial.
A chuva se vai por encanto.
Cruyff como na final da Copa.
Dois minutos.
Barcelona 1x0.
O estádio grita.
Cruyff se perde em lembranças.
Neeskens também hesita.
Cidades ricas e capitalistas.
O segundo tempo devolve a realidade aos craques.
Cruyff lança Marcial: 2x0.
Neeskens e Costas tabelam com Asensi: 3x0.
Estava sepultada a Ajax.
O Barcelona de Cruyff iniciava uma caminhada longa.
Áspera.
Uma hora vinha o Leeds.
Noutra, o São Paulo.
Barcelona que seria o novo Ajax no século XXI.
20 de agosto de 1974.
Cruyff chega em casa e acende o último cigarro do dia.
Queria acreditar em um Deus.
Um Deus que falasse em saudade de casa.
Mas Deus não existia.

A única coisa importante era a bola na rede...


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