Por ROBERTO VIEIRA
Os jogadores desejam um calendário racional.
Qual?
O do primeiro campeonato paulista?
Cinco equipes e média de duas partidas por mês?
O do primeiro campeonato paulista profissional?
Oito equipes e o campeão jogando quatorze partidas.
Uma chatice.
Ou seria o calendário do Brasil campeão do mundo?
1959.
Pelé conhecido mundialmente.
O campeonato paulista com vinte clubes.
Palmeiras campeão jogando quarenta e uma vezes.
Não dá pé.
O futebol precisa de grana.
Botafogo de Garrincha.
Santos de Pelé jogando dia sim dia não.
Taça Brasil. Robertão. Nacional. Torneio do Povo. Excursões.
OK!
1973?
O Psicólogo João Carvalhaes dá o alerta.
Os jogadores estão próximos ao pinel.
Aeroporto, campo, aeroporto, hotel.
1975?
Europeizaram o Paulistão.
Jogos nos finais de semana.
Os jogadores acharam legal.
Exceto, Emerson Leão.
Cadê os bichos?
Leão estava certo.
Sem jogos todos os dias?
Nada de pay per
view.
Sem jogos nas segundas-feiras?
Metade dos jogadores perde o emprego.
Pode ser Barcelona ou Tupi.
É simples.
Não existe almoço de graça.
Não existe money
for nothing...

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