Por
ROBERTO VIEIRA*
O Náutico e sua torcida sonharam com a
Arena, mas foi tudo um sonho nebuloso. Prometeram-se mundos e fundos e a
realidade se comprovou sem mundos e sem fundos. Tal e qual navegantes
portugueses imaginando construírem imenso Portugal demos com os burros n’água.
Portugal acabou arruinado perante o resto do mundo.
Por que?
Porque a quase totalidade dos
alvirrubros não leu o contrato até hoje; desconhece as cláusulas e confiou nas
promessas dos donos da Arena e dos dirigentes. Fez fé nas leituras iluminadas
de uma comissão eleita para destrinchar o nó de noventa páginas documentais nos seus
mínimos detalhes.
Se tudo estivesse preto no branco, OK! Porém,
as promessas eram ouro de tolo. Os serviços ao público na arena? Pífios. Melhor
o comeu morreu do Eládio. Nos
camarotes vips (?!) barram até danoninho
de recém nascidos. ‘Tem de consumir do menu!’. Água? Parece o deserto do Saara.
Acesso ao estádio? Brincadeira de empurra empurra do poder público e do
privado. A Copa das Confederações? Também foi um terror.
O torcedor do Náutico nem suspeita e paga
fortunas pra jogar na Arena. Parte das belas rendas iniciais do Brasileirão foram
embora no caminhão de despesas do Coliseu. Até ingressos privativos do Clube apareceram
vendidos por baixo do pano, segundo denúncias na mídia.
Portanto, como não cumpriram o prometido,
melhor calçar as sandálias da humildade. Planejar uma Arena no velho estádio de
guerra. Largar o mausoléu no meio da mata para quem de direito. Bandas de axé,
rock e sertanejo universitário.
O que? Assinamos por trinta anos de
contrato.
A gente desassina. Foram incorretos com sócios e torcedores – pra dizer o
mínimo. Os dirigentes atuais nos legaram lanternas e vexame. Não vale a pena
assumir mais uma herança maldita.
De volta para os Aflitos, já!
Perdemos os anéis. Vamos salvar as
chuteiras. Antes que seja tarde...
·
Autor
do texto ‘ARENA AFLITOS’ lido na assinatura do contrato para utilização da
ARENA entre o governo de Pernambuco e o Clube Náutico Capibaribe e co-autor do livro 'Adeus, Aflitos'.

Como se toma uma decisão séria dessa de sair do estádio dos aflitos, constuído a suor e lágrimas, aonde o Náutico venceu ou empatou 80% dos seus jogos, com apenas 5 gatos pingados lendo um contato.
ResponderExcluirEssa decisão deveria ser tomada em uma assembléia de sócios.
De toda forma no mínimo que todos conselheiros lessem o contrato para observar, verificar ou mesmo sugerir mudanças.
Sair do nosso estádio por 30 anos é algo por demais relevante para ser aprovada sem leitura de TODOS OS CONSELHEIROS. Só no Náutico para se aprovar algo dessa forma.
Isso é imoral, ilegal e irracional.
Não sou jurista, mas acho que cabe algo para anular essa imoralidade que fizeram com o torcedor timbu.
A Arena é um engodo, venderam nossa alma em troca de um oásis no deserto, sem água, sem transporte e com falsas promessas.
VAMOS VOLTAR AOS AFLITOS, ou construir um estádio no CT que é mais perto, o terreno é nosso e possui inúmeros terminais de ônibus ao redor.
Ainda não fui a Arena "Pernambuco, Itaipava ou Timbu", e acho que não quero conhece-la, ainda não. Mestre Roberto cita no texto o comeu-morreu do Barulho, trouxe-me lágrimas aos olhos. Éramos felizes e não sabíamos, lugar de alvirrubro é no Eládio de Barros Carvalho, ou Aflitos, como queiram, mais nossos lugar é lá, ao lado de Bita, J. Mendonça, Baiano Kuki e outros. #aflitojá
ResponderExcluirO texto de Roberto é um retrato fiel do ocorrido, mas, infelizmente, a hipótese de "desassinar" o contrato não existe, pois não temos como ressarcir o Consórcio dos valores já recebidos. Também não podemos esquecer que só conseguimos nos manter na Série A no ano passado em decorrência da ajuda financeira da Odebrecht. É evidente que o contrato tem que ser revisto, mas a culpa pelo "fiascos" do time é a incompetência de nossos dirigentes
ResponderExcluirMestre, o time é o de menos. Graves são os fatos.
ResponderExcluirNão concordo com o teor do texto.Nossos resultados não se devem à Arena,e sim aos desmandos administrativos e ao planejamento pífio.Logicamente, existem reparos a realizar na relação do clube e torcedores com o consórcio da Arena.Mas é inegável o conforto proporcionado ao torcedor,onde pude ver crianças e idosos assistindo os jogos do Timba,sem atropelos,com segurança,sentados e protegidos da chuva e do cimento quente.
ResponderExcluirAgora o preço fica realmente exorbitante para ver Auremir e Dadá de laterais,e Jones Carioca no nosso ataque...
Carlos Leite.
Mestre Roberto, com um time como o de 2012 teríamos no mínimo 20.000 por jogo. TODOS que apoiam ao apoiaram a atual direção devem deixar de dar as cartas no Náutico. Nós sócios temos o dever mudar a direção do clube.
ResponderExcluirSE O NÁUTICO ESTIVESSE FAZENDO UMA CAMPANHA MEDIANA, O PUBLICO SERIA OUTRO. O PROBLEMA NÃO É A ARENA E SIM A GESTÃO. COM UM BOM TIME, A NOSSA TORCIDA IRIA AOS JOGOS ATÉ NA FAIXA DE GAZA. ALIAS TODAS AS TRÊS TORCIDAS DAQUI FARIAM O MESMO.
ResponderExcluirMestres, falei sobre o time em 3 palavras. 99,9% do texto é sobre o contrato da Arena.
ResponderExcluirFicou claro que a torcida do Náutico "consome" um estádio moderno, e é evidente que se o time estivesse bem os públicos corresponderiam, o problema e o cerne da questão não é esse.
ResponderExcluirVc não pode tomar uma decisão tão séria e por 30 anos sem todos os conselheiros terem tido acesso ao contrato. Sempre disseram que o custo de manutenção era da Arena, será? Nos primeiros jogos em que a renda passou dos R$ 500.000,00 estava no borderô o ítem custo arena. O que é isso? Temos ou não custo com o estádio?
E volto a afirmar a decisão é por demais relevante para ser decidida por uma comissão. Afinal o que consta do contrato?
Também entendo que todos os times que tinha estádio próprio remodelaram os seus próprios estádios. Somente o Náutico que saiu da sua casa para uma Arena privada.
Acho que teríamos como arrumar um parceiro econômico para fazer uma arena de 30.000 pessoas no CT e explorar financeiramente a área nobre dos aflitos.
A diferença que todo patrimônio permaneceria nosso. Foram pelo caminho mais fácil, o que vende ilusões e falsas promessas.