31 de ago. de 2013



RETROSPECTO: Confira o histórico do confronto entre Central de Caruaru e o Botafogo da Paraíba, no mesmo dia da partida decisiva pelas oitavas de final do Brasileirão - Série D.


Por SÉRGIO PEPEU

Equilíbrio. Igualdade. Supremacia em seus domínios. Esse são as palavras de ordem que regem os confrontos entre a patativa do agreste e o Bota-PB.

Caderno de Esportes Especial do Vanguarda sobre a participação do Central no Campeonato Brasileiro de 1979, competição que marcou a primeiro encontro entre o Central e o Belo, com vitória alvinegra por 2x1.

Diferentemente do que ocorre entre Central e Treze e mesmo, contra o Campinense, Central de Caruaru e Botafogo da Paraíba apenas se confrontaram quatro vezes em competições oficias. 

A primeira partida oficial entre Central e Botafogo-PB ocorreu em confronto válido pelo Campeonato Brasileiro de Futebol de 1979.

Era a época da chamada “unificação” em que não haviam séries no Campeonato Nacional, levando a competição ter a participação recorde de 94 (!) equipes no ano de 1979.

Os maiores clubes do Brasil, porém, só entravam no campeonato na chamada fase “semifinal”, a bem da verdade, a 2ª fase. 

O Central que possuía uma ótima equipe comandada pelo bom técnico Pedrinho Rodrigues passou com folgas na primeira fase do Brasileirão eliminando Sampaio Correia e Moto Clube e acabando a fase classificatória na frente do Uberlândia de Dirceu Lopes e do próprio Clube Náutico Capibaribe.

O Belo passou com mais dificuldades na última posição do seu grupo mesmo assim deixou para trás Treze de Campina Grande, Paysandu e Tuna Luso.

A partida ocorreu no Estádio Pedro Victor de Albuquerque no dia 25 de novembro de 1979. O Central abriu o placar aos 11 minutos do segundo tempo com Paulinho. O Botafogo da Paraíba empatou rapidamente aos 20 minutos por meio de Cabral.

Mais quem manda no Pedro Victor sempre foi e será a patativa e Erasmo, no apagar das luzes, aos 43 minutos do 2º tempo, deu números finais a peleja, com um 2x1, a 1ª vitória do confronto era do Central de Caruaru.

As equipes alinharam da seguinte forma:
CENTRAL: Jorge Hipólito, Evandro, Alexandre e Bernadino; Domir, Silvinho (João Correia), Paulinho e Guiga (Zequinha); Erasmo, Moacir Pernambuco e Dr. Zito. 

BOTAFOGO-PB: Salvino; João Carlos, Edilson, Marquinhos e Mendes; Cabral, Noê Silva, Nicácio e Nielson; Magno, Helio Sururu (Evilásio).

O árbitro da partida foi José Leandro Sepra do Ceará e o público foi de 4.112 torcedores pagantes para uma renda de CR$ 152.115,00.

Revista Placar de n. 479 mostra o chaveamento da 2ª fase do Brasileirão de 79 com as equipes do Central e do Botafogo da Paraíba no grupo “M” ao lado de tradicionais equipes do futebol nacional tais como o Goiás, o America-MG, Vitória-BA e o Vasco da Gama-RJ.

O Botafogo da Paraíba só conseguiu dar o troco, dois anos após, já pela Taça de Prata (Série do Brasileirão de 1981 e a vitória foi na mesma moeda, 2x1 em jogo que ocorreu no dia 14 de janeiro de 1981 no Estádio Almeidão, em João Pessoa na Paraíba.

Longos dezenove anos se passaram até o próximo confronto e esse se deu pela Copa João Havelange de 2000 no módulo verde, o equivalente a Série C do Brasileirão.

Marcada a primeira partida no dia 09 de agosto de 2000, o jogo foi em João Pessoa, também no Estádio Almeidão.

Embalado pela vitória no jogo anterior frente ao Porto, o Central partiu para cima do Belo e abriu o placar rapidamente aos 13 minutos do 1º tempo. Competição deficitária os organizadores tiveram uma idéia não muito boa: a utilização de um trio de arbitragem da própria federação do time mandante. 

Arbitragem caseira, de fato e de direito, expulsou o jogador Vado com apenas 23 minutos de bola rolando. Mesmo com um homem a menos a patativa foi valente e segurou o resultado por todo o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, logo aos 3 minutos da etapa complementar os paraibanos empataram o jogo com Álisson.

Não contente com uma expulsão, o árbitro Clemildo Ferreira mostrou a razão pela qual tinha ido para a partida, expulsando outro jogador da patativa, Júnior Surubim.

Com dois jogadores a menos, o alvinegro caruaruense só suportou até os vinte minutos do 2º tempo quando Miltinho fez o 2º gol que marcou a virada do placar.

Mesmo com nove em campo, o Central bravamente tentava chegar aos empate até que, em lance de contra-ataque, o Belo chegou aos 3x1 aos 45 minutos da etapa complementar por meio de Vilmar.

Um público decepcionante de 223 torcedores com uma renda de R$ 945,00 assistiu ao vivo ao assalto que ocorreu em João Pessoa. Curiosamente, esse foi o maior placar no confronto entre as duas equipes ate hoje. Os times assim alinharam:

Botafogo/PB: Valdim; Edílson (Tony), Kiko, Vilmar e Alex; Valpilar, Xepa (Betinho), Everaldo Sergipano e Álisson; Peta (Jorginho) e Miltinho. Téc.: Édson Gaúcho. 

Central: Marleudo; Nego, Júnior Surubim, Ednílson e Edmílson; Vado, Wálber, Juninho (Wélson) e Flávio Gaúcho; Remo (Dunga) e Luciano Rosas (Zé Ivaldo). Téc.: Sérgio Lopes. 

A revanche centralina não demorou a ocorrer, foi no dia 20 de setembro de 2000, e ela veio em jogo disputadíssimo no Estádio Pedro Victor de Albuquerque.

Aos oito minutos do 1º tempo, Alisson abriu o placar para o Bota-PB. A patativa porém não esmoreceu, com muito toque de bola conseguiu virar o marcador ainda na primeira etapa. O primeiro gol veio aos 27 minutos, Wáber empatou numa bela falta sem chances para o goleiro Valdim. Logo depois, Flávio Gaúcho colocou o Central em vantagem aos 37 minutos.

Voltando aceso do intervalo, a patativa marcou rapidamente o 3º gol aos 6º minutos da etapa complementar com Zé Ivaldo. O Botafogo não se entregou e partiu com tudo para o ataque e aos 30 minutos, Álisson descontou. O Central, porém, retomou o domínio do jogo e fechando os espaços conseguiu mais uma vitória nos seus domínios: 3x2.

A vitória garantiu a passagem do Central para a próxima fase do módulo verde de maneira antecipada e eliminou o Belo que ficou a um ponto da classificação. Os times assim alinharam para a partida:

CENTRAL: Charles; Carlos Silva (Nego), Júnior Surubim, Erivélton e Everaldo; Vado, Wálber, Sivaldo e Flávio Gaúcho; Luciano Rosas (Marcelo Capanema) e Zé Ivaldo (Reginaldo). Técnico: Sérgio Lopes.

BOTAFOGO-PB: Valdim; Tony, Quico, Alex e Vilmar; Washington Lobo, Batista, Xeba e Alemão (Everaldo); Ronaldo Falcão (Marcelo) e Álisson. Técnico: Édson Gaúcho. O árbitro do jogo foi Waldomiro Matias e não houve expulsões em nenhum dos lados.

O Central continuou com ótima campanha e terminou o módulo branco na 1º posição ao lado do Juazeiro da Bahia (observem que esse não é o mesmo time do Juazeirense que disputou a Série D) chegando entre os oito colocados (Módulos Verde e Branco) que disputavam uma vaga para a primeira divisão no mesmo ano, formato muito semelhante ao que ocorreu no Campeonato Brasileiro de 1986, em que o Central sagrou-se Campeão da Série B.

Porém, nessa fase, não deu para o alvinegro, pois quem ficou com o título da Série C foi o Malutron-PR. 

Portanto o clássico interestadual entre Central e Botafogo-PB é extremamente parelho, como dizem na linguagem popular: ninguém é de ninguém. Apenas 4 (quatro) confrontos. Duas vitórias para cada lado. Sete gols pró para o Central, oito gols pró para o Bota-PB. Ninguém conseguiu sequer empatar na casa do adversários. A bem da verdade, não  há empates no histórico do confronto.

Treze anos depois (coincidentemente o nome de um dos maiores adversários do Bota-PB), o fiel da balança será dado a partir do próximo domingo em que as duas equipes entram em campo pelas oitavas de final da Série D e tenho certeza que o histórico em Caruaru em que a patativa do agreste acumula 4 vitórias em 4 jogos, 7 gols marcados e nenhum sofrido, será determinante para o acesso do Central Sport Club à Série C do Campeonato Brasileiro de 2014. 



Essa é uma da matérias que compõem o mais novo jornal do Central de Caruaru: O Alvinegro Patativa, várias outras tais como a completa análise tática das duas equipes por Antônio Arruda Neto estão no noticioso. O jornal é gratuito e você pode baixa-lo, clicando AQUI:




0 comentários:

Postar um comentário

Comentários