Alan Cole atuou pela seleção jamaicana nas Eliminatórias da Copa de 70.
Desastre total.
Três jogos e três derrotas contra Honduras e Costa Rica.
Alan é descoberto pelos dirigentes do Náutico.
Deslumbrados com aquela estrela caribenha.
Sorriso, cabelereira e discurso revolucionário.
Alan desembarca em Recife.
Joga bem nas primeiras partidas.
Depois sucumbe ao caos geral em Rosa e Silva.
Contrato chegando ao fim.
Alan Cole pede 400 dólares para ficar.
Oito mil cruzeiros em 1972.
O Náutico com Luís Carlos Barbosa Lima.
Ofereceu 200 verdinhas.
Alan Cole explicou:
"Tenho uma pequena gravadora na Jamaica"
Completando.
"Lá eu faturo 200 numa semana"
O Náutico disse adeus a Cole.
E Cole foi assistir de perto.
A Santíssima Trindade do Reggae.
Marley, Tosh e Cliff.
O amigo Marley?
Saudou Alan no aeroporto.
No Alan, no cry!
Recife?
Recife nunca esteve preparado para Alan Cole, nem reggae, nem Bob Marley.
War, rastafaris e dreadlocks eram demais pra terra de sugan can fields forever...
Quanto mais Marinho Chagas e Cole no mesmo time.

Fez um gol na estréia e contra o Sport. Só por isso, merecia muito mais do que 400 verdinhas.
ResponderExcluirVi o Cole jogar, se tivessemos um time arrumado e que tocasse a bola, com certeza o Alan Cole com seu toque refinado teria dado certo.
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