26 de jul. de 2013







O momento era histórico, o poderoso Treze de Campina Grande voltava aos campos de futebol para disputar o campeonato paraibano. Durante cinco longos anos, o Galo da Borborema brilhara apenas no campeonato municipal, onde se sagrara tricampeão 47/48/49, cuidando das finanças. 1950 era o ano de voltar a dominar o cenário estadual e os dirigentes não pouparam esforços para formar uma verdadeira seleção paraibana. O soberbo quinteto atacante com Marinho, Josias, Araújo, Rúvio e Héssio, seria imortalizado, pois se constituiu simplesmente no melhor ataque da história do futebol Tabajara. Um ataque que marcaria 80 gols em 1950 – média acima de 3 gols por partida.

Para comemorar o retorno aos grandes palcos do futebol, o Treze teve a ideia de convidar o América para a festa. No dia 12 de março de 1950, Campina Grande em peso compareceu ao que deveria ser a consagração do timaço armado pelo presidente José Marques de Almeida Júnior. No final de 1949, o mesmo esquadrão não tomara conhecimento do poderoso Fortaleza, cravando 3x2 em plena capital cearense.

Acontece que o América vivia fase esplendorosa. Aproveitando-se da ausencia de Urái, Josias e Totinha, atraídos pela equipe carioca do Madureira, a qual de passagem por Campina Grande, contratou os craques para uma excursão pelo Pacífico, o Campeão do Centenário fez tremer os alicerces do Galo.

Comandados pelo técnico Julinho, trazendo o genial Dequinha no comando do meio campo, os americanos se lançaram-se desde o primeiro minuto ao intento de golear os rivais. Isaías marcou três tentos de bela feitura; Valeriano deixou sua marca duas vezes nas redes vizinhas; Dija completou o marcador de 6x1, cabendo a Ruivo consignar o tento de honra adversário. Pela primeira vez em sua história, o Treze sofria seis gols em seus domínios. Restava apenas o aplauso e a admiração da torcida. Restava apenas a manchete inesquecível.

O América acabara de escrever em gols uma das mais belas páginas da sua antologia.  

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