O momento era histórico, o poderoso Treze de Campina
Grande voltava aos campos de futebol para disputar o campeonato paraibano.
Durante cinco longos anos, o Galo da Borborema brilhara apenas no campeonato
municipal, onde se sagrara tricampeão 47/48/49, cuidando das finanças. 1950 era
o ano de voltar a dominar o cenário estadual e os dirigentes não pouparam
esforços para formar uma verdadeira seleção paraibana. O soberbo quinteto
atacante com Marinho, Josias, Araújo, Rúvio e Héssio, seria imortalizado, pois
se constituiu simplesmente no melhor ataque da história do futebol Tabajara. Um
ataque que marcaria 80 gols em 1950 – média acima de 3 gols por partida.
Para comemorar o retorno aos grandes palcos do
futebol, o Treze teve a ideia de convidar o América para a festa. No dia 12 de
março de 1950, Campina Grande em peso compareceu ao que deveria ser a
consagração do timaço armado pelo presidente José Marques de Almeida Júnior. No
final de 1949, o mesmo esquadrão não tomara conhecimento do poderoso Fortaleza,
cravando 3x2 em plena capital cearense.
Acontece que o América vivia fase esplendorosa.
Aproveitando-se da ausencia de Urái, Josias e Totinha, atraídos pela equipe
carioca do Madureira, a qual de passagem por Campina Grande, contratou os
craques para uma excursão pelo Pacífico, o Campeão do Centenário fez tremer os
alicerces do Galo.
Comandados pelo técnico Julinho, trazendo o genial
Dequinha no comando do meio campo, os americanos se lançaram-se desde o
primeiro minuto ao intento de golear os rivais. Isaías marcou três tentos de
bela feitura; Valeriano deixou sua marca duas vezes nas redes vizinhas; Dija
completou o marcador de 6x1, cabendo a Ruivo consignar o tento de honra
adversário. Pela primeira vez em sua história, o Treze sofria seis gols em seus
domínios. Restava apenas o aplauso e a admiração da torcida. Restava apenas a
manchete inesquecível.
O América acabara de escrever em gols uma das mais
belas páginas da sua antologia.

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