Antes do advento de Pelé no futebol brasileiro, as
maiores atuações de um jogador em solo pernambucano ficaram por conta de
Julinho Botelho em defesa da Portuguesa de desportos, pouco mais de um mês após
ter sido escolhido o maior ponta-direita da Copa de 1954. E a estréia da
Portuguesa de Botelho se deu justamente contra o América no dia 6 de agosto de
1954 na Ilha do Retiro.
Aliás, a Portuguesa era tão sensacional que o seu
massagista também era atração a parte. O antigo boxeador e baterista Mário
Américo, o mais completo massagista na história do futebol brasileiro – além de
ter sido massagista de Getúlio Vargas nos tempos do Catete.
A Portuguesa alinhou Lindolfo; Nena e Válter; Djalma
Santos, Julião e Ceci; Julinho, Renato, Ipojucan, Atis e Ortegas. O esquadrão
americano formou com Vicente; Procópio e Dadá (Antoninho); Claudionor
(Arrupiado), Geraldo e Mourão; Jarbas (Zezinho), Macaquinho, Vivinho, Bujan e
Dario.
Talvez assustados com o cartaz de Djalma, Ipojucan e Julinho, o América foi presa fácil na primeira etapa. Dribles e pçasses desconcertantes de Julinho deixaram Atis e Ortegas no mano a mano com Procópio e Dadá. O resultado foi que nos primeiros 45 minutos só deu Lusa em campo. Aos 10, 29 e 45 minutos, dois gols de Atis e um de Ortegas cravaram o placar de 3 a 0 para os paulistas e a impressão de que a fatura estava liquidada.
Talvez assustados com o cartaz de Djalma, Ipojucan e Julinho, o América foi presa fácil na primeira etapa. Dribles e pçasses desconcertantes de Julinho deixaram Atis e Ortegas no mano a mano com Procópio e Dadá. O resultado foi que nos primeiros 45 minutos só deu Lusa em campo. Aos 10, 29 e 45 minutos, dois gols de Atis e um de Ortegas cravaram o placar de 3 a 0 para os paulistas e a impressão de que a fatura estava liquidada.
O engano se revelou com a substituição do ponta Jarbas e a entrada do endiabrado Zezinho no time esmeraldino. A pressão foi aumentando no arco de Lindolfo, até que aos 13 minutos da etapa final, Macaquinho diminui o marcador de forma sensacional. Julinho pede atenção aos companheiros, mas aos 23 minutos, Dario atuando como falso ponta esquerda, bate o arqueiro Lindolfo pela segunda vez.
Sentindo a nau portuguesa afundando, Julinho começa
a segurara pelota e deixar o tempo correr no cronômetro do juiz Cirrano
Parreiras de Andrade. Uma última chance de gol acontece, porém Lindolfo salva
de soco na cabeça de Dario.
O placar de 3 a 2 é saudado com aplausos da torcida naquela sexta-feira a noite. O América mostrando que tinha time pra enfrentar de peito aberto até mesmo um craque espetacular como Júlio Botelho.
Um mês depois, Julinho foi reinar nos gramados de
Florença...

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