16 de jul. de 2013





Cem anos depois.

Puerto Sajonia.

O Galo era culpado de tudo.

Culpado por Acosta Ñu.

Culpado por Solano Lopes.

Culpado pelo genocídio americano de Chiavenatto.

Chiavenatto que ainda meditava sobre as guarânias.

Chiavenatto e sua moto BSA.

As pedras rolavam das arquibancadas.

O Olímpia empatava o jogo perdido.

Gregório sangrava aos borbotões.

Lorenzo Cantillana ia expulsando o time do Galo.

Um.

Dois.

Três.

Cinco.

E o jogo continuava.

O Galo com seis jogadores em campo.

O Olímpia atacando.

Strossner pediu a cabeça de Ronaldo.

Ronaldo passou a noite na solitária.

'Bem que o primo Tostão me avisou!'

O Olimpia era líder com o empate.

O Galo temia pela vida.

Ainda tinha o Cerro Porteño pela frente.

Telê Santana acreditava em fadas e duendes.

Reclamou junto ao embaixador Lauro Escorel de Morais:

'A Guerra do Paraguai acabou faz cem anos!'

Escorel pedia desculpas.

E recebia um recado do Planalto Central:

'Itaipu! Itaipu! Itaipu!'

E embora Brasil não seja Bolívia.

Puerto Sajonia?

Virou Defensores del Chaco...




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