Cem anos depois.
Puerto Sajonia.
O Galo era culpado de tudo.
Culpado por Acosta Ñu.
Culpado por Solano Lopes.
Culpado pelo genocídio americano de Chiavenatto.
Chiavenatto que ainda meditava sobre as guarânias.
Chiavenatto e sua moto BSA.
As pedras rolavam das arquibancadas.
O Olímpia empatava o jogo perdido.
Gregório sangrava aos borbotões.
Lorenzo Cantillana ia expulsando o time do Galo.
Um.
Dois.
Três.
Cinco.
E o jogo continuava.
O Galo com seis jogadores em campo.
O Olímpia atacando.
Strossner pediu a cabeça de Ronaldo.
Ronaldo passou a noite na solitária.
'Bem que o primo Tostão me avisou!'
O Olimpia era líder com o empate.
O Galo temia pela vida.
Ainda tinha o Cerro Porteño pela frente.
Telê Santana acreditava em fadas e duendes.
Reclamou junto ao embaixador Lauro Escorel de Morais:
'A Guerra do Paraguai acabou faz cem anos!'
Escorel pedia desculpas.
E recebia um recado do Planalto Central:
'Itaipu! Itaipu! Itaipu!'
E embora Brasil não seja Bolívia.
Puerto Sajonia?
Virou Defensores del Chaco...

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