25 de jun. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA


Não é caso de má fé. Trata-se quem sabe do desconhecimento histórico de cada brasileiro. Porém, o comando de greve das universidades federais insiste em dizer que nunca antes na história desse país houve movimento igual a esse. Como esta semana na CBN, no programa do Mestre Aldo Vilela. Mas não é verdade.

A greve de 2012 é estapafúrdia em sua duração, mas não se compara ao movimento de 1982 quando professores e estudantes batalharam contra reitores a serviço do Regime e contra a ditadura em forma de tanques e soldados nas ruas.

As universidades em 1982 estavam sucateadas. Caindo aos pedaços. Eu mesmo me espantei ao conhecer o Básico de Medicina. Pernambuco? Tinha o agravante da troca do Pedro II pelo Hospital das Clínicas - Pedro II que havia sido torpedeado pela retirada de verbas desde os anos de chumbo 60.

Hospital das Clínicas que era a menina dos olhos do Poder. Obra engendrada nos anos 50. Inaugurada a toque de caixa com tijolos e andares dispersos em profusão.

Os estudantes se espalhavam pelos quatro cantos da região metropolitana. Exilados do Pedro II, outrora um dos maiores centros acadêmicos do Brasil. As salas de cirurgia sumiam. Eram onze no Pedro II. Tornaram-se três no HC. Três que não funcionavam.

Junto com o caos universitário veio a política de esquerda para aproveitar o caos e semear os ventos da mudança.

Resultado?

Um semestre perdido.

Ilusões jogadas ao léu.

E o sonho de que a democracia iria transformar o mundo.

Trinta anos depois, nas águas de quem dizia ter todas as soluções, a educação experimenta o mesmo gosto amargo de solidão.

O Poder? Mudou de mãos.

Mas os poderosos? São os mesmos de plantão com outros bigodes.

Educação tira voto.

Povo educado e unido é povo subversivo!


Um comentário:

  1. "Quem não conhece a História está condenado a repeti-la". "Nada mais parecido com um conservador do que um revolucionário no Poder".

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