20 de jun. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA


Jovens.

Todos tão jovens.

A juventude alienada deste país.

Os meninos das redes sociais.

Os estudantes de laptop.

Os pesquisadores do google.

Tantos.

Milhares.

Caminhei entre eles me sentindo um alienígena.

Um ser de outro planeta.

Um cínico que não acredita no sonho.

Mas todos eles estavam sonhando.

O mesmo sonho dos seus pais e avôs.

O sonho de um país igualitário, justo, soberano.

O sonho de um país sem corruptos.

Sem uma classe política que enche os bolsos de dinheiro.

E esquece o povo lá fora que vendeu os votos por tijolos e bolsas-família.

A Conde da Boa Vista era a mesma.

A mesma onde eu gritei na Diretas e contra Collor.

Mas lá não estavam meus velhos amigos.

Cadê Cadinho?

Cadê Liana?

Cadê, cadê?

Lá estava apenas meus cabelos brancos.

Meu cinismo de cinquenta anos.

Mas em alguns instantes.

Breves.

Relances.

Bati palmas com a memória do menino que eu fui e não sou mais.

Pra quem imaginava que o Brasil estava dominado.

Anestesiado.

Entorpecido.

Eis que chegaram os netos da revolução.

Belos.

Impávidos.

Colossos...







5 comentários:

  1. PARABÉNS MESTRE ROBERTO VIEIRA, LENNON DEVE ESTAR ORGULHOSO DE VOCÊ!

    ResponderExcluir
  2. You may say I'm a dreamer... mas hoje isso pouco me importa... o importante é imaginar!

    ResponderExcluir
  3. A nossa representação parlamentar que, na teoria da organização democrática, deveria ser o canal das reivindicações populares, de há muito que faliu. Esse movimento é o seu atestado de óbito. Nenhum líder, nenhum partido político, é capaz de encampar a insatisfação dos cidadãos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exactualmente!Será que algo vai mudar depois de toda estas manifestações ?

      Excluir
  4. Eu estive lá... Que esta onda de protestos seja um marco histórico para a redemocratização do nosso país.

    Pela primeira vez senti o tal do patriotismo, o ORGULHO de ser BRASILEIRO... de cantar o HINO NACIONAL, fugindo da esfera de conquistas esportivas. Estou muito feliz, principalmente porque não vi uma briga ou confusão naquele mar de gente.

    ResponderExcluir

Comentários