20 de jun. de 2013



Por ROBERTO VIEIRA  

        




O Recife acordou.

1817.

1824.

Frei Caneca.

Corpos balançando enforcados.

Praieira.

Recife ingrato com as ditaduras.

Recife ingrato com o Poder.

Casa de detenção apinhada na Era Vargas.

Noronha.

Demócrito e Manuel tombando mortos.

Março.

Primeiro de abril.

Recife que coroou Castelo Branco.

E de joelhos pediu desculpas.

Sacramentando as Diretas Já.

Diretas que jamais aconteceram.

Talvez, porque todo sonho é maior que a vida.

Aí a gente pinta a cara.

Derruba um presidente.

Presidente que retorna nos braços do Congresso.

Mensalões e mensalinhos.

Hospitais e matadouros.

Trens de campos de concentração.

Escolas públicas miseráveis.

Bumba meu boi, frevo e ciranda.

Copa das Confederações.

Demócrito e o passe livre.

Hoje se encontram no velho Recife.

Eterna noiva da Revolução!




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