Por
ROBERTO VIEIRA
O
Recife acordou.
1817.
1824.
Frei
Caneca.
Corpos
balançando enforcados.
Praieira.
Recife
ingrato com as ditaduras.
Recife
ingrato com o Poder.
Casa
de detenção apinhada na Era Vargas.
Noronha.
Demócrito
e Manuel tombando mortos.
Março.
Primeiro
de abril.
Recife
que coroou Castelo Branco.
E de
joelhos pediu desculpas.
Sacramentando
as Diretas Já.
Diretas
que jamais aconteceram.
Talvez,
porque todo sonho é maior que a vida.
Aí
a gente pinta a cara.
Derruba
um presidente.
Presidente
que retorna nos braços do Congresso.
Mensalões
e mensalinhos.
Hospitais
e matadouros.
Trens
de campos de concentração.
Escolas
públicas miseráveis.
Bumba
meu boi, frevo e ciranda.
Copa
das Confederações.
Demócrito
e o passe livre.
Hoje
se encontram no velho Recife.
Eterna
noiva da Revolução!

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