19 de jun. de 2013





Prezado Chico,


Permita que assim o trate.

Os sessenta e nove anos chegaram com o povo nas ruas.

Como naquele 28 de junho de 1968.

Lembra?

Pois é.

Não existem camisas amarelas.

Nem vale a penas pensar na Construção das Arenas.

Resta apenas o samba popular, Chico!

Os paralelepípedos da velha cidade a se arrepiar.

Ao lembrar que em sessenta e nove anos passaram sambas imortais.

E que por estas ruas sambaram nossos ancestrais.

Ah, o tempo, Chico!

Página infeliz da nossa história.

O tempo anda com a cabeça pelas tabelas.

O grito de gol ficou guardado na retina mensalista.

O descalabro dos bois voadores do Congresso.

Dos marimbondos de fogo do Planalto.

Do trem da alegria na posse do Papa.

Da copa super-hiper-faturada.

Tudo isso imaginando que a gente ia ver a Banda passar.

Tudo isso me conduz ao fato.

Barões famintos e Napoleões retintos exultaram.

Ruas de Salvador.

O cartaz falando no 'Cale-se'.

O mesmo Cálice teu e do Gil.

Setecentos anos depois.

Pois se é pra beber dessa bebida amarga,

melhor beber ao som do Velho Chico...

Mas tem muito político torcendo pra que amanhã seja outro dia.










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