Por ROBERTO VIEIRA
Espanha e Uruguai se enfrentam neste domingo em Recife. Sessenta
e três anos depois da Batalha do Pacaembu, na Copa de 1950...
9 de julho de 1950.
Domingo.
São Paulo.
A Fúria enfezada com a mudança no
regulamento.
Ameaçando deixar o torneio.
O Brasil jogando sempre no
Maracanã.
Espanha, Uruguai e Suécia na ponte
aérea.
A Celeste Olímpica parecia carta
fora do baralho.
Goleada sobre os bolivianos.
Sorte na tabela.
O que poderia a Celeste diante dos
espanhóis?
Espanhóis que mandaram os ingleses
pra casa?
Foi o primeiro milagre celeste.
Um tal de Gigghia abre o marcador.
Gigghia grafado como Giglia.
Observem as imagens da época.
Gigghia chuta entre a trave e
Ramallets.
Qualquer semelhança com o gol
diante de Barbosa.
Uma semana depois.
Não é mera coincidência.
Mas a batalha estava apenas
começando.
Bassora empata o marcador.
Peixinho.
Bassora vira para 2 x 1.
Sozinho.
Em dois minutos.
Pau puro.
Segundo tempo.
A bola sobra nos pés do Negro
Chefe.
Um certo capitão Obdúlio.
Chuva.
Frio.
Quarenta e cinco mil pessoas
observam o chute forte.
Varela empata o jogo perdido.
O Brasil larga na frente.
Massacra Ingrid Bergman.
E ninguém da comissão técnica.
Foi assistir as imagens da Batalha
do Pacaembu.
Gigghia?
Obdúlio Varela?
Tico tico no fubá...

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