28 de mai. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA


Ambos modernos.

Estilosos.

O destino, porém.

Barcelona.

28 de junho de 1931.

Jaguaré aparece nas manchetes da Catalunha.

Arqueiro vanguardista.

Injustiçado na Copa de 30.

Negro.

O Vasco da Gama tem grana?

Os espanhóis tem o profissionalismo.

Jaguaré fica no Velho Mundo.

Ele e Fausto, a Maravilha Negra.

E os espanhóis permanecem ligados.

Natal de 1931.

Jaguaré está no Brasil.

Os jornais na Catalunha anunciam um novo 'mulatillo'.

Jaguaré está negociando a contratação de um atacante de vinte anos.

Fenômeno do Bonsucesso.

Um tal de Leônidas.

O futebol brasileiro estava prestes a morrer e não sabia.

Pois é.

Havia o racismo.

Havia a saudade.

Jaguaré era moderno demais.

Vanguardista demais.

Os tempos eram outros.

Jaguaré volta.

Fausto retorna.

Leônidas nunca foi.

Jaguaré morreu esfaqueado.

Fausto faleceu tuberculoso.

Leônidas foi preso e crucificado.

Após ser Deus.

Oitenta e dois anos depois.

Neymar desembarca na Catalunha ensolarada.

Rico.

Pop star.

Neymar que nunca ouviu falar de Jaguaré.

Melhor assim.

O boné de Jaguaré e suas luvas.

Repousam na idade da pedra do futebol.

Jaguaré que foi tão moderno quanto Neymar.

Jaguaré estiloso.

Jaguaré que mal sabia assinar seu nome...







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