Por
ROBERTO VIEIRA
Ambos
modernos.
Estilosos.
O
destino, porém.
Barcelona.
28
de junho de 1931.
Jaguaré
aparece nas manchetes da Catalunha.
Arqueiro
vanguardista.
Injustiçado
na Copa de 30.
Negro.
O
Vasco da Gama tem grana?
Os
espanhóis tem o profissionalismo.
Jaguaré
fica no Velho Mundo.
Ele
e Fausto, a Maravilha Negra.
E os
espanhóis permanecem ligados.
Natal
de 1931.
Jaguaré
está no Brasil.
Os
jornais na Catalunha anunciam um novo 'mulatillo'.
Jaguaré
está negociando a contratação de um atacante de vinte anos.
Fenômeno
do Bonsucesso.
Um
tal de Leônidas.
O
futebol brasileiro estava prestes a morrer e não sabia.
Pois
é.
Havia o racismo.
Havia
a saudade.
Jaguaré
era moderno demais.
Vanguardista
demais.
Os tempos eram outros.
Jaguaré
volta.
Fausto
retorna.
Leônidas
nunca foi.
Jaguaré
morreu esfaqueado.
Fausto
faleceu tuberculoso.
Leônidas
foi preso e crucificado.
Após
ser Deus.
Oitenta
e dois anos depois.
Neymar
desembarca na Catalunha ensolarada.
Rico.
Pop
star.
Neymar
que nunca ouviu falar de Jaguaré.
Melhor
assim.
O
boné de Jaguaré e suas luvas.
Repousam
na idade da pedra do futebol.
Jaguaré
que foi tão moderno quanto Neymar.
Jaguaré
estiloso.
Jaguaré
que mal sabia assinar seu nome...


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