Por ROBERTO VIEIRA
Sou um fariseu.
Assumo.
Anos atrás.
Escrevi um texto sobre a sondagem de Felipe pelo Sport.
Meti o verbo!
O Sport não tinha ética.
Que tolo era eu...
Peço desculpas aos rubro negros.
Eles estavam certos.
O Náutico era o inimigo a ser posto de joelhos.
Ética em futebol é artigo filosófico.
As equipes se comem na Idade da Pedra.
Hoje, mais evoluído no cínico mundo da bola.
Considero que quem tem mais grana, leva.
Não adianta estrebuchar.
O jogador é livre.
Os empresários plantam peruas na mídia.
A mídia ferve nas negociações.
Apenas uma coisa ainda me entristece.
Quando um clube propõe ao jogador a má fé.
Acumular dívidas.
Botar o time na justiça.
E ser liberado free.
Fato bem comum fora das quatro linhas.
O que?
Então o mundo cão está justificado.
Não.
Não se trata de justificar.
Trata-se de jogar o jogo jogado.
Um clube deve se preparar financeiramente para a guerra.
Ter departamento jurídico de primeira.
Olhos e ouvidos abertos.
Porque a turma do futebol não brinca em serviço.
E possuem duas visões do mesmo caso.
Dependendo da ocasião.
O presidente do Santa Cruz viu partir o Martelotte pro Sport.
Mal dando um pio.
Gastando um décimo da saliva que gastou com Thiago Cardoso.
No que ele está certíssimo.
Bom cabrito não berra.
Cada um sabe onde mete a mão na cumbuca.
Quem viver, verá?
Ao vencedor?
French fries...
Roberto: com a extinção do passe e a estipulação de multas para a rescisão esta se tornou um fato contratualmente previsível, admitida, normatizada. Assim, os clubes dispensam jogadores antes do encerramento do contrato. Assim, jogadores deixam o clube, antes do término do contrato, por uma proposta melhor de outro clube. Tudo muito normal. Tudo muito profissional. Falso é "beijar camisa", chamar a torcida de "maravilhosa", fazer "juras de amor" ao clube. A verdade é que o atleta é um "profissional", que sua carreira é curta, que ele precisa fazer o seu "pé-de-meia", o quanto antes. Da mesma forma, o clube, aos primeiros insucessos, manda o treinador embora, dispensa jogadores, esquecendo por vezes bons serviços prestados. Quantos ídolos de ontem estão hoje esquecidos, passando dificuldades ? Agora, mesmo nesse regime cruelmente profissional, há situações que se configuram antiéticas, e até imorais. Aliciar o jogador adversário em plena competição da qual ambas as equipes fazem parte se me afigura inaceitável. Reprovável. Embora não seja ilegal. No mais, quem tem mais dinheiro pode conquistar os melhores. Essa é a regra. Não só do futebol, mas do mundo capitalista. Quem não se conformar com isso, pode chorar livremente. E até mesmo emitir notas oficiais de repúdio. Pura hipocrisia para quem, em passado recente, agiu da mesma forma em relação ao Salgueiro ( Fabrício Ceará que o diga...)
ResponderExcluirE o Sport não cansa de fazer com o CNC,de forma até obsessiva.Mesmo sabendo que raramente dá certo.Apenas para prejudicar-nos.O Santa fez descaradamente quando nos tirou o Marco Aurélio (canalha),Paulo César e Millar. Inclusive lembro de um diretor deles (um que é dono de cursos e colégios)dando risadas no rádio.Esse goleiro não estar no CNC é demonstração de incompetência de PW,colegiado e da gota serena.
ResponderExcluirIsso sempre existirá em qualquer âmbito profissional,não só no futebol.Os grandes funcionários recebem propostas quando se destacam.Pena que aconteceu justamente com o Santa,cujos dirigentes são os mais éticos do mundo...
ResponderExcluirCarlos Leite