25 de mai. de 2013



Por ROBERTO VIEIRA       



Primeiro veio Napoleão.

Com Napoleão, a derrota.

A derrota trouxe o nacionalismo.

Com o nacionalismo veio o serviço militar obrigatório.

Educação física nas escolas.

A Prússia deveria ser forte.

Alemanha.

Alemanha que se vingou dos franceses.

Até que o futebol chegou pra valer em Nuremberg.

Guerra.

Inflação.

Weimar.

Hitler.

Semifinalistas na Copa de 1934.

Guerra.

Os prisioneiros sendo julgados em Nuremberg.

Deus estava morto, Nietzsche.

Um paraquedista e seu irmão dizem que não.

Milagre em Berna.

O futebol alemão devolve a alegria aos farrapos pós Nova Ordem.

Mas aquilo não é futebol.

É a educação física das escolas do século XIX.

Força. Luta. Suor.

O Kaiser surge.

Junto com um artilheiro mulherengo, beberrão e fatal.

Juntos tomam suco de laranja.

Perdendo na maior cara de pau.

Ganhando quando era chegada a hora de vencer.

Feio mesmo era a derrota.

Os russos demolindo Berlim.

Napoleão, Stálin, De Gaulle.

Eintrach Frankfurt batendo na trave.

Abrindo as portas para o Bayern, o Hamburgo e o Borussia.

Bombas V-1. V-2.

Churchill se contorcendo em Saint Martin.

Os alemães invadindo Londres.

Ébrios de futebol e cerveja.

Pois é, Winston!

Tem jeito, não.

Pra botar Bach, Haendel e Beethoven nascendo por lá.

Pra fazer renascer tantas vezes uma terra aniquilada.

Resta apenas uma conclusão.


Deus é alemão!!!!


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