Por
ROBERTO VIEIRA
Primeiro
veio Napoleão.
Com
Napoleão, a derrota.
A
derrota trouxe o nacionalismo.
Com
o nacionalismo veio o serviço militar obrigatório.
Educação
física nas escolas.
A
Prússia deveria ser forte.
Alemanha.
Alemanha
que se vingou dos franceses.
Até
que o futebol chegou pra valer em Nuremberg.
Guerra.
Inflação.
Weimar.
Hitler.
Semifinalistas
na Copa de 1934.
Guerra.
Os
prisioneiros sendo julgados em Nuremberg.
Deus
estava morto, Nietzsche.
Um
paraquedista e seu irmão dizem que não.
Milagre
em Berna.
O
futebol alemão devolve a alegria aos farrapos pós Nova Ordem.
Mas
aquilo não é futebol.
É a
educação física das escolas do século XIX.
Força.
Luta. Suor.
O
Kaiser surge.
Junto
com um artilheiro mulherengo, beberrão e fatal.
Juntos
tomam suco de laranja.
Perdendo
na maior cara de pau.
Ganhando
quando era chegada a hora de vencer.
Feio
mesmo era a derrota.
Os
russos demolindo Berlim.
Napoleão,
Stálin, De Gaulle.
Eintrach
Frankfurt batendo na trave.
Abrindo
as portas para o Bayern, o Hamburgo e o Borussia.
Bombas
V-1. V-2.
Churchill
se contorcendo em Saint Martin.
Os
alemães invadindo Londres.
Ébrios
de futebol e cerveja.
Pois
é, Winston!
Tem
jeito, não.
Pra
botar Bach, Haendel e Beethoven nascendo por lá.
Pra
fazer renascer tantas vezes uma terra aniquilada.
Resta
apenas uma conclusão.
Deus é alemão!!!!

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