28 de mai. de 2013




Por ROBERTO VIEIRA               



Meu caro Cyro,


Guardei a caixinha de fósforos e a camisa do Flamengo.

São tua cara.

Chico te manda uma malha tricolor.

Disse que tu ia entender.

Pois é.

O Bonde S. Januário já não leva operários.

E se acaso você chegasse não ia reconhecer a Colina.

O mundo anda cheio de falsas baianas e falsos Bahias.

O Escurinho nem joga no Fluminense nem no Internacional.

Formosa anda feia, Cyro.

Mas deve ser saudade de você.

Não sei se você ia curtir o funk.

As rimas desmielinizadas.

O futebol sem as tardes do Maracanã.

Tardes que voltarão ao custo de... deixa pra lá!

Mestre e sobrinho de Nonô.

Queira aceitar aquele abraço de quem fica por estas paragens.

Imaginando o som que andas fazendo com o Pery Ribeiro.

Pery que tascou o 'y' por tua causa...

A Estação Primeira pede tua benção.

E vamos tomar umas e outras pelo teu centenário.

E pelo centenário do poetinha que tanto te queria bem...






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