Por ROBERTO VIEIRA
Meu caro Cyro,
Guardei a caixinha de fósforos e a camisa do Flamengo.
São tua cara.
Chico te manda uma malha tricolor.
Disse que tu ia entender.
Pois é.
O Bonde S. Januário já não leva operários.
E se acaso você chegasse não ia reconhecer a Colina.
O mundo anda cheio de falsas baianas e falsos Bahias.
O Escurinho nem joga no Fluminense nem no Internacional.
Formosa anda feia, Cyro.
Mas deve ser saudade de você.
Não sei se você ia curtir o funk.
As rimas desmielinizadas.
O futebol sem as tardes do Maracanã.
Tardes que voltarão ao custo de... deixa pra lá!
Mestre e sobrinho de Nonô.
Queira aceitar aquele abraço de quem fica por estas paragens.
Imaginando o som que andas fazendo com o Pery Ribeiro.
Pery que tascou o 'y' por tua causa...
A Estação Primeira pede tua benção.
E vamos tomar umas e outras pelo teu centenário.
E pelo centenário do poetinha que tanto te queria bem...

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