Na
edição do dia 2 de janeiro de 1990 do Diario de Pernambuco,
encontramos uma grata surpresa. O presidente Antônio Jacarandá do
América, recebe o premio DESPORTISTA DO ANO como melhor dirigente
de 1989.
Administrando as imensas dificuldades do clube, Jacarandá
deixa ao seu sucessor um América sem dívidas. O Diario qualifica a
administração de Jacarandá com o milagre do futebol brasileiro no
ano que se encerrou.
O
América de 1989 realizou um campeonato pernambucano regular.
Jacarandá com o apoio de José Moreira no setor patrimonial,
contratou o técnico João Lobo e colocou Zé Carlos Pontes como
supervisor de futebol. Salários em dia, o elenco partiu para a
guerra com nomes como Luciano, Bigu, Nado, Beto, Enilson, Levi e Luís
Pereira.
Osso
duro de roer para os grandes, arrancou empates contra o Sport e o
Náutico, sendo batido com dificuldade pelo Santa Cruz. O resultado
pode ser considerado altamente positivo; no final de 1988, reinava a
certeza de que o América não disputaria o certame. Havia o apoio
moral prometido por Fred Oliveira, presidente da FPF, mas o futuro
era uma incógnita.
Porém, os resultados foram de tal monta que no
final de 1990, Jacarandá foi convidado por Fred Oliveira para
dirigir o departamento de amadores daquela entidade. Na época,
Jacarandá era diretor do Sindicato dos Transportes Rodoviários e
membro do Conselho do América, não podendo aceitar o convite. Mas
Fred Oliveira permaneceu entusiasmado com a capacidade de gestão do
dirigente esmeraldino.
O
pior momento de Jacarandá ocorreu na péssima participação do
América na segunda divisão do Brasileirão 1989.
Nove derrotas e
apenas um empate, levaram a desclassificação prematura dos
esmeraldinos.

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