29 de mai. de 2013








Na edição do dia 2 de janeiro de 1990 do Diario de Pernambuco, encontramos uma grata surpresa. O presidente Antônio Jacarandá do América, recebe o premio DESPORTISTA DO ANO como melhor dirigente de 1989. 

Administrando as imensas dificuldades do clube, Jacarandá deixa ao seu sucessor um América sem dívidas. O Diario qualifica a administração de Jacarandá com o milagre do futebol brasileiro no ano que se encerrou.

O América de 1989 realizou um campeonato pernambucano regular. Jacarandá com o apoio de José Moreira no setor patrimonial, contratou o técnico João Lobo e colocou Zé Carlos Pontes como supervisor de futebol. Salários em dia, o elenco partiu para a guerra com nomes como Luciano, Bigu, Nado, Beto, Enilson, Levi e Luís Pereira.

Osso duro de roer para os grandes, arrancou empates contra o Sport e o Náutico, sendo batido com dificuldade pelo Santa Cruz. O resultado pode ser considerado altamente positivo; no final de 1988, reinava a certeza de que o América não disputaria o certame. Havia o apoio moral prometido por Fred Oliveira, presidente da FPF, mas o futuro era uma incógnita. 

Porém, os resultados foram de tal monta que no final de 1990, Jacarandá foi convidado por Fred Oliveira para dirigir o departamento de amadores daquela entidade. Na época, Jacarandá era diretor do Sindicato dos Transportes Rodoviários e membro do Conselho do América, não podendo aceitar o convite. Mas Fred Oliveira permaneceu entusiasmado com a capacidade de gestão do dirigente esmeraldino.

O pior momento de Jacarandá ocorreu na péssima participação do América na segunda divisão do Brasileirão 1989. 

Nove derrotas e apenas um empate, levaram a desclassificação prematura dos esmeraldinos.




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