Heleno de Freitas estava doido pra jogar a Copa.
Flávio Costa brigou com ele.
E pra quem acha que Heleno estava acabado.
Ele atuou pelo Vasco aqui em Recife, 1949.
Deixando Mestre Lucídio barbarizado na arquibancada.
Mestre Lucídio que foi lá em campo.
Perto do craque.
E tocou nele pra saber se era de verdade...ou ficção.

Quem viu "Heleno, o príncipe maldito", excelente filme de José Henrique Fonseca que conta a trajetória de Heleno de Freitas, percebe que não foi um erro de Flavio Costa, a não convocação de Heleno de Freitas para a Copa de 50. Quando Flavio Costa era seu treinador no Vasco em 49, Heleno chegou a puxar um revólver nos vestiários e apontar para o próprio Flavio por conta de sua não escalação em determinado jogo. Heleno era contraditório, exemplo de paixão clubística extremada (genuína, diga-se de passagem- hoje isso não existe), era por outro lado, desagregador ao extremo, fazendo pouco de seus companheiros menos afortunados pelo talento. Pelo menos, essa foi a imagem demonstrada no filme...
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ResponderExcluirFoi mesmo, Mestre. Depois eu conto essa história. Um dia eu conto... Frncisco. eu vivi aquele tempo. O filme explora o tipo galã de Heleno, joga para a platéia, não é fiel. O Heleno jogador passa longe, Em 49, comandou o ataque do Vasco, campeão carioca invicto. Foi quando o vi jogar (duas vezes) na Ilha, ao lado de Ademir. Contra o América, dois de Ademir e um dele. Partidaço dos dois. Contra o Santa Cruz, perdeu um pênalti, defendido por Zé Binga. Nào lembro mais: 1x1 ou 2x1? Acho que 2x1. Mas o que quero dizer é que se fosse convocado em 49, não teria ido embora para a Colômbia. Com toda mente conturbadl que lhe atormentava a vida (doença neuólógica, sífilis terciária), teria adiado sua doidice, com o apoio que teria nos treinos para a Copa, ao lado de Ademir, de Jair, de Zizinho, de Danilo... Com essa gente (jogaram juntos uma enormidade de 44 a 48 mais ou menos), a doidice dele dava uma trégua. É o que penso. Comjecturas. Posso estar enganado.