4 de abr. de 2013






Por ROBERTO VEIRA            


Ratín era craque de bola.
O time argentino era muito bom.
Roma, Perfumo, Marzolini, Simeoni, Artime, Más.
Um time capaz de detonar o English Team.
Se jogasse bola.
Infelizmente, o auto exílio peronista.
O retorno catástrófico a Copa de 1958.
A paranóia pós-Pelé.
Fizeram a Argentina dançar seu último tango em Londres.
O capitão Ratín perdeu a calma.
Foi expulso.
Amassou a bandeira inglesa.
Deu tchauzinho pra Rainha.
E criou os cartões vermelho e amarelo.
Ratín que depois foi ser deputado da direita portenha.
Pobre Menotti.
Fez de tudo para mudar La Nacion.
Explicou que o toco me voy argentino era insuperável.
Reensinou los hermanos a jogar bola sem alfinetes.
O melhor futebol do planeta ressurgiu.
Batistuta, Riquelme, Messi.
Mas a paranóia contiunou na alma.
Um dia, o Tigre.
No outro, o Arsenal de Sarandi.
A Argentina que ensinou o Brasil a jogar bola – Sastre.
Sucumbe ao destino Malvinas.
Maradona revidando a punhalda de Batista com outra punhalada.
Esquecidos que o nome do jogo é futebol.
Infelizmente.
Os herdeiro de Labruna, Moreno e Lostau.
Conformaram-se novamente em serem discípulos de Ratín... 

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2 comentários:

  1. Muito bom, Roberto. A propósito do jogo de ontem, o Ronaldinho Gaúcho deu um verdadeiro show de categoria, culminando com um gol sensacional. Por que não joga assim na seleção ?

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  2. É importante registrar que nesses incidentes - tanto o de ontem, em Minas, quanto o do jogo com o São Paulo - entre argentinos e policiais, a imprensa brasileira, unanimemente, colocou toda culpa nos argentinos. Muito diferente daquele caso criado aqui, no Recife, pelo zagueiro do Botafogo, quando nossa polícia foi considerada violenta e arbitrária.

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