17 de abr. de 2013




Por ROBERTO VIEIRA        


Tudo começou com Valdir Peres.

Leão já ousava no vestuário.

Mas foi Valdir quem botou o rosa na camisa.

Em 1975.

Quando o São Paulo mandava no Paulistão.

Chicão espanando a área.

Muricy cabelos ao vento.

Pedro Rocha de vedugo.

Forlan, hippie dos pampas.

Poy rindo no banco.

O preconceito se arrepiou todo.

Valdir ria e defendia tudo.

Tem quem imagine o futebol coisa de homem.

Macho man.

Rosa privativo das mulheres.

Pode até ser.

Pois quem usa o uniforme rosa é a Velha Senhora.

La Juventus.

Como também o Oldham, inglês e vetusto.

O Galo?

Também já se vestiu de pink.

E muita gente decidiu colorir os ares.

Porque o futebol nunca foi território exclusivamente dos homens.

E uma cor é uma cor apenas uma cor.

Quem curtiria mesmo um uniforme rosa do Náutico.

Ou uma bonequinha namorando o Timbu.

Seriam as milhares de menininhas que amam o clube.

Quem sabe, né?

Um dia.

A Barbie que significa agressão, pejorativo.

Não se torne sinônimo de riso e alegria na Timbushop...


Um comentário:

  1. Desculpem a todos, mas, por que diabos esse horror do homem latino não vestir/usar cor de rosa? Meu Deus, quanta acefalia nesses trópicos, qual é o problema? A cor, pra mim, dependendo do seu grau de intensidade (não aprecio o "choque") é extremamente bem vinda, calmante. Céus, que comportamento primitivo. Nos EUA, TODOS usam cor de rosa, inclusive crianças recém nascidas usam todas as cores, sem essa coisa ESTÚPIDA de azul para os bebezinhos e cor de rosa para as bebezinhas. Mais um ponto contra esses alhures por onde estou a habitar.

    Newton Pinheiro

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