8 de abr. de 2013






Pablos.

1973 foi o ano dos Pablos.

No dia 8 de abril de 1973.

Morreu Pablo Picasso.

Li nos jornais e vi na televisão.

Uma ebulição de pedaços de boi.

Lembro apenas dos chifres do boi.

Demorei muito tempo a entender Guernica.

Mas ainda para compreender o cubismo.

Picasso já era mais fácil.

Era um mulherengo.

Um nonagenário perseguindo mocinhas indefesas.

Estive defronte ao Museu Rainha Sofía.

Guernica estava lá.

A dois passos.

Não entrei.

O grupo no qual viajava preferia visitar sei la´o que.

Fui com eles e deixei Guernica na saudade.

Pablo deve ter sorrido.

A vida ensina que não devemos deixar Guernica por nada desse mundo.

Pelo menos.

Pra quem acha Guernica algo importante.

Mais importante que El Corte Inglés.

Pois é.

Vivemos esquecendo a Guernica em nós.

Por um vestido que alguém quer comprar no El Corte Inglés.

Lembro ainda.

Guernica esteve da primeira vez no Brasil.

Carregada em um caminhão de mudanças.

Exposta ao frio e chuva paulistas em 1953.

Guernica que veio ao Brasil apenas.

Por causa da amizade entre Picasso e um pernambucano.

Um tal de Cícero Dias.

Cícero que viu o mundo.

E o mundo começava em Recife...





NOTA DO BLOG - Não preciso dizer que o outro Pablo que se foi em 1973 foi Neruda...


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