O São Paulo naufragou nas águas do The Strongest.
Parece fácil.
E é.
Mas precisa ter time.
Um bom time.
E três pulmões.
O primeiro clube boliviano na Libertadores.
Foi o saudoso Jorge Wilsterman, em 1960.
E foi osso duro de roer para o Peñarol.
Osso duro em casa, quero dizer.
Pois levou um 7-1 em Montevidéu.
Mas empatou em casa - 1-1.
Wilsterman que preferiu jogar na altitude de La Paz.
Em vez de atuar na sua Cochabamba.
O Peñarol.
Penãrol venceria o torneio daquele ano.
No ano seguinte.
A primeira vitória boliviana em Libertadores.
O épico 3-2 do Wilsterman sobre o Independiente de Santa Fé.
No jogo na Colombia.
O Independiente vence por 1-0.
E se classifica na moedinha para a próxima fase.
Em 1962?
Glória suprema.
O Municipal recebe o Santos de Pelé.
Sucumbe por 4-3.
Mas tinha mais gente no estádio que na Bolívia inteira.
No ano seguinte?
Nada de campeonato.
Todas as atenções foram para o Sul Americano da Bolívia.
Ganho pela... seleção boliviana de Danilo Alvim.
1964.
Uma crise espetacular no incipiente profissionalismo local.
Leva o Aurora até a disputa continental.
Aurora que foi proclamado campeão pela Federação Boliviana de Futebol.
Sem disputar nenhum joguinho de nada.
Aurora que perdeu três jogos.
E empatou um zinho.
Contra o Cerro Porteño, por 2-2.
Sim?
Onde esse papo vai dar.
Vai dar em 1965.
Primeira participação do The Strongest.
Derrota diante do Boca Juniors por 3-2.
Em La Paz.
E daí?
Pra ver como não é moleza.
Esta foi a única vitória de uma equipe argentina em La Paz pela Libertadores.
Há 48 anos.
Nenhum argentino sai sorrindo da capital boliviana.
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| THE STRONGEST, 1965 |
O Wilsterman volta.
Fica em terceiro no grupo dos uruguaios.
A frente dos equatorianos.
Em 1967.
Debutam Bolívar e 31 de outubro.
Sem nenhum sucesso.
Em 1968, volta o Jorge Wilsterman.
E chega a vez do Always Ready.
Você já tinha ouvido falar nesse time.
Pois o Always Ready só conseguiu empatar um jogo.
Contra o Jorge Wilsterman.
E mesmo assim, perdeu os pontos no tapetão.
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| ALWAYS READY - CÓPIA BOLIVIANA DO RIVER PLATE |
Estreia o Litoral.
Mas é o Bolívar que quase belisca a segunda fase.
Caindo numa negra frente ao Olímpia paraguaio.
1970?
Mais um clube na parada: o Universitario de La Paz.
O que não acrescentou nada.
1971 traz o Chaco Petrolero marcando três pontos.
Todos no confronto com The Strongest.
Tempo que passa.
Foram cinquenta e duas participações em cinquenta e três disputas.
Ainda teve tempo pro Blooming.
Pro Guabirá de Montero, em 1976 e 1996.
Pois é.
Valentes.
Lutando apesar da adversidade.
Parece fácil.
E é.
Mas precisa ter time.
Um bom time.
E três pulmões.
Assim são estes bolivianos na Libertadores...






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