5 de abr. de 2013








O São Paulo naufragou nas águas do The Strongest.

Parece fácil.

E é.

Mas precisa ter time.

Um bom time.

E três pulmões.

O primeiro clube boliviano na Libertadores.

Foi o saudoso Jorge Wilsterman, em 1960.

E foi osso duro de roer para o Peñarol.

Osso duro em casa, quero dizer.

Pois levou um 7-1 em Montevidéu.

Mas empatou em casa - 1-1.

Wilsterman que preferiu jogar na altitude de La Paz.

Em vez de atuar na sua Cochabamba.

O Peñarol.

Penãrol venceria o torneio daquele ano.



No ano seguinte.

A primeira vitória boliviana em Libertadores.

O épico 3-2 do Wilsterman sobre o Independiente de Santa Fé.

No jogo na Colombia.

O Independiente vence por 1-0.

E se classifica na moedinha para a próxima fase.

Em 1962?

Glória suprema.

O Municipal recebe o Santos de Pelé.

Sucumbe por 4-3.

Mas tinha mais gente no estádio que na Bolívia inteira.




No ano seguinte?

Nada de campeonato.

Todas as atenções foram para o Sul Americano da Bolívia.

Ganho pela... seleção boliviana de Danilo Alvim.

1964.

Uma crise espetacular no incipiente profissionalismo local.

Leva o Aurora até a disputa continental.

Aurora que foi proclamado campeão pela Federação Boliviana de Futebol.

Sem disputar nenhum joguinho de nada.

Aurora que perdeu três jogos.

E empatou um zinho.

Contra o Cerro Porteño, por 2-2.

Sim?

Onde esse papo vai dar.

Vai dar em 1965.

Primeira participação do The Strongest.

Derrota diante do Boca Juniors por 3-2.

Em La Paz.

E daí?

Pra ver como não é moleza.

Esta foi a única vitória de uma equipe argentina em La Paz pela Libertadores.

Há 48 anos.

Nenhum argentino sai sorrindo da capital boliviana.


THE STRONGEST, 1965



Em 1966.

O Wilsterman volta.

Fica em terceiro no grupo dos uruguaios.

A frente dos equatorianos.

Em 1967.

Debutam Bolívar e 31 de outubro.

Sem nenhum sucesso.

Em 1968, volta o Jorge Wilsterman.

E chega a vez do Always Ready.

Você já tinha ouvido falar nesse time.

Pois o Always Ready só conseguiu empatar um jogo.

Contra o Jorge Wilsterman.

E mesmo assim, perdeu os pontos no tapetão.

ALWAYS READY - CÓPIA BOLIVIANA DO RIVER PLATE


Um ano depois.

Estreia o Litoral.

Mas é o Bolívar que quase belisca a segunda fase.

Caindo numa negra frente ao Olímpia paraguaio.

1970?

Mais um clube na parada: o Universitario de La Paz.

O que não acrescentou nada.

1971 traz o Chaco Petrolero marcando três pontos.

Todos no confronto com The Strongest.

Tempo que passa.

Foram cinquenta e duas participações em cinquenta e três disputas.

Ainda teve tempo pro Blooming.

Pro Guabirá de Montero, em 1976 e 1996.





Pois é.

Valentes.

Lutando apesar da adversidade.


Parece fácil.

E é.

Mas precisa ter time.

Um bom time.

E três pulmões.

Assim são estes bolivianos na Libertadores...


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