Hamilton
Evangelista dos Santos, nasceu no dia 24 de abril de 1931 em
Queimadas, Bahia.
Bicampeão pelo Agulhas de Alagoinhas, Hamilton
teve chance de atuar pelo Flamengo, porém era muito jovem, os gols
não apareceram e a torcida rubro-negra pegou no seu pé.
Pena,
porque Hamilton foi um dos mais espetaculares artilheiros do futebol
brasileiro.
Sob a alcunha de Homem Torpedo, Hamilton explodiu em 1952
no ataque do América, sendo o goleador máximo do certame estadual
com dezesseis gols – o último artilheiro do estadual defendendo as
cores do alviverde.
Contratado pelo Náutico, sua parceria com Ivson
se tornou mitológica.
Vez por outra, eles implodiam as defesas do
Sport e do Santa Cruz.
Brigando
com os dirigentes alvirrubros em 1956, Hamilton alçou vôo para sua
terra natal e vestiu a camisa do Sport Club Bahia.
Participante da
vitoriosa excursão do tricolor da Boa Terra à Europa em 1957, na
qual foi o artilheiro com dezoito gols, Hamilton não brincava em
clássico, marcando outros doze gols em Ba-Vi, totalizando cento e
oitenta e quatro na sua carreira como atacante do tricolor.

Hamilton, o famoso "pé-de-pato". Essa conformação dos seus pés ( zambeta?) dava aos seus chutes um especial efeito. Certa feita, falando com um goleiro da época, ele disse que preferia "pegar" os chutes de Ivson que, embora violentos, eram "certos", diretos. Já os de Hamilton eram "tortos" e, assim, difíceis de agarrar. Ambos grandes artilheiros que fizeram inesquecível dupla no ataque do Náutico. Sobre Hamilton há aquele ridículo episódio de um jogo Náutico x Sport em que o nosso artilheiro foi acusado de haver "negociado" sua omissão com o diretor de futebol do adversário - Rozenblit. Preço: uma geladeira...
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