Djalma
Lira nasceu no dia 24 de julho de 1922, ano sagrado do Centenário.
Apesar de pernambucano, tendo começado a carreira no Portela, foi no
Delaporte, equipe do futebol paraibano, que Djalma despertou o
interesse do América sendo contratado por Rubem Moreira.
Ninguém
dava muita importância ao jovem atacante.
Djalma, apesar de marcar
um gol contra o Santa Cruz no Torneio Início, passou em brancas
nuvens nas duas primeiras rodadas do estadual contra tricolores e
rubro-negros.
Sob protestos, o técnico Barbosa garantiu o garoto no
eleven
esmeraldino.
Como
por encanto, Djalma desencabulou contra o Náutico – vitória por 3
a 1.
Marcou mais um sobre o Flamengo.
Terminando o primeiro turno com outros golaços nas redes do Portela.
O
restante do certame foi espantoso.
Djalma anotou outros vinte gols em
doze jogos, credenciando o América a decidir o título contra os
alvirrubros.
Sua fotografia aparece com destaque ao lado de Julinho e
Edgar nas páginas do Jornal Pequeno.
Só
que o destino tem razões que a paixão desconhece.
Uma contusão
tirou o craque das três partidas finais.
Seu substituto, Valdeque,
supriu a ausência com a garra necessária para não deixar escapar a
oportunidade de quebrar o longo jejum de títulos.
Em
1945 e 1946, Djalma ainda brilhou no América.
Em
1950 e 1951, Djalma estava no Náutico.
Sempre artilheiro, novamente
campeão pernambucano.

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