2 de abr. de 2013







Djalma Lira nasceu no dia 24 de julho de 1922, ano sagrado do Centenário. 

Apesar de pernambucano, tendo começado a carreira no Portela, foi no Delaporte, equipe do futebol paraibano, que Djalma despertou o interesse do América sendo contratado por Rubem Moreira.

Ninguém dava muita importância ao jovem atacante.

Djalma, apesar de marcar um gol contra o Santa Cruz no Torneio Início, passou em brancas nuvens nas duas primeiras rodadas do estadual contra tricolores e rubro-negros. 

Sob protestos, o técnico Barbosa garantiu o garoto no eleven esmeraldino.

Como por encanto, Djalma desencabulou contra o Náutico – vitória por 3 a 1. 

Marcou mais um sobre o Flamengo.

Terminando o primeiro turno com outros golaços nas redes do Portela.

O restante do certame foi espantoso. 

Djalma anotou outros vinte gols em doze jogos, credenciando o América a decidir o título contra os alvirrubros. 

Sua fotografia aparece com destaque ao lado de Julinho e Edgar nas páginas do Jornal Pequeno.

Só que o destino tem razões que a paixão desconhece. 

Uma contusão tirou o craque das três partidas finais. 

Seu substituto, Valdeque, supriu a ausência com a garra necessária para não deixar escapar a oportunidade de quebrar o longo jejum de títulos.

Em 1945 e 1946, Djalma ainda brilhou no América.

Em 1950 e 1951, Djalma estava no Náutico.

Sempre artilheiro, novamente campeão pernambucano. 





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