A Fonte Nova andava jururu.
O milésimo gol de Pelé fora negado.
Mas os orixás preparavam uma surpresa de dezoito anos...
Por ROBERTO VIEIRA
Fonte Nova.
Sábado a noite.
Samarone era a estrela.
Fleitas Solich, o técnico.
Flamengo mal das pernas.
Murilo e Fred batem cabeça.
Caldeira vai marcar.
Pênalti.
Bahia 1x0.
Arthur era uma promessa com cara de menino.
Um moleque de Quintino Bocaiúva.
Irmão de craques.
Rubro negro de coração e sonho.
Mas as coisas iam de mal a pior na Gávea.
Derrota para o Fluminense na Taça Guanabara.
Derrota para o Sport na estréia do Nacional.
Vestiário.
Arthur se pergunta.
Time grande perde três vezes seguidas?
A bola sai alta dos pés de Murilo.
Zé Eduardo toca de cabeça.
Arthur entra e balança as redes soteropolitanas.
O primeiro gol de Zico.
Após 321 minutos com a camisa amada e idolatrada.
Fleitas Solich sorri.
Zico não está satisfeito.
Ainda manda uma bomba na trave do arqueiro Renato.
O menino vira adulto na terra dos orixás.
A Bola de Prata ignora.
Zico divide a sexta posição com Baiaco, Givanildo e Vítor.
Ponta de lança?
Rivelino e Paquito.
O jogo?
Termina empatado.
Outro gol de Zico apenas dois meses depois.
No empate diante do Santa Cruz, na Ilha do Retiro.
Os próximos anos seriam de musculação e proteína.
Mas a Fonte Nova.
Estádio que teve negado o milésimo gol de Pelé.
Jamais esqueceria no seu coração.
A Fonte Nova assistiu o primeiro gol de Zico...

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