Por ROBERTO VIEIRA
Fui aluno jesuíta por onze anos... relembrando aquele tempo, fico imaginando o que pode um jesuíta oferecer ao mundo no´século XXI.
Não era pra ser assim.
Os jesuítas estão aí pra educar e angariar almas.
O Poder repousa nos outros.
O que pode um jesuíta oferecer ao mundo?
Viagens.
Conversões.
Um voto de pobreza esquecido na fundação por Ignácio de Loyola.
Relembrado pela vida simples do cardeal tornado papa.
Durante onze anos de colégio jesuíta, o Nóbrega do Recife,
fui ensinado naquele pragmatismo de Anchieta.
Escrevendo cartas à Virgem.
Semeando acordos entre índios e conquistadores.
Mais nada com muita demonstração de emoção.
Jesuítas não se emocionam.
Jesuítas apenas executam a vontade do Senhor.
Trazer para a Igreja quem anda longe do Deus cristão.
Disciplina.
Disciplina.
Organização.
Conversão em troca da vida.
No caso dos índios, era isso mesmo.
Conversão ou a vida!
Durante meus onze anos de Nóbrega.
Jamais presenciei um gesto de emoção dos padres responsáveis
pela instituição.
Éramos um exército.
O exército da Igreja.
Do demônio pouco se falava.
Mas o demônio tinha a cara do Marquês de Pombal...
Porém, voltando a pergunta inicial:
o que pode um jesuíta oferecer ao mundo?
Fácil.
Pouco blá-blá-blá.


Também, durante três anos ( curso clássico ) fui aluno jesuita ( Colégio Nóbrega ), onde conheci figuras extraordinárias como o Padre Bragança e outras ridículas como a de "seu" Biu ( personagem de uma de minhas crônicas ).
ResponderExcluirBem vindo a turma, Mestre!!!!!!!!!!!!
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