Por EDGAR MATTOS, MDM
Os lances de uma partida de futebol não são julgados por um Juiz; são decididos por um Árbitro palavra que, não por acaso, tem a mesma etimologia e o mesmo sentido de arbítrio, arbitrariedade etc etc.
Então, seria mais exato dizer que esse árbitro administra a partida. Nesse sentido seria bom recordar o Romualdo Arppi Filho, um verdadeiro artista do apito, famoso por procurar agradar a ambos os contendores, tanto que se consagrou como o rei do empate, com o apelido menos respeitoso de coluna do meio. Evitando, tanto quanto possível, claros favorecimentos a determinada equipe, quando de algum evidente erro cometido partia para as compensações: um pênalti para cá e outro para lá; uma expulsão deste, uma expulsão daquele etc etc etc.
Na verdade, esse ato de arbitrar da forma mais conveniente envolve o exame das diversas circunstâncias do jogo ( as conjunturas de que cuida o amigo Newton ): quem é o dono da casa, quem mais precisa do resultado, quem tem mais prestígio na Federação, quem grita mais ( não vou aqui considerar os casos não tão raros de suborno, porque corrupção é outro departamento ).
Os juízes, desprovidos dessa inteligência emocional, incapazes de num átimo de segundo tomar a decisão mais conveniente, desagradam, provocam protestos e até incidentes; são tidos como desastrosos, provocadores de confusão.
Está certo de que alguns, possuidores de um irrefreável impulso de protagonismo, fazem questão de chamar a atenção, ainda que negativamente. Para tanto, por exemplo, adoram expulsar o craque do time para colocarem no currículo esse lance de coragem, havendo até aqueles que se vangloriam de haver saído de campo no camburão da polícia para fugirem á fúria dos torcedores.
Voltando aos competentes, tratemos da arbitragem do recente clássico tida como exemplar. Jogo muito bem administrado pois, afinal, venceu o dono da casa que era também a equipe que mais precisava do resultado. Algum lance capital de que reclamar ? Nenhum; nenhum pênalti marcado ou não marcado, indevidamente; nenhum gol anulado indevidamente; nenhuma expulsão indevida. Portanto, grande arbitragem do Sr. Sandro Meira Ricci ! Terá sido mesmo ? Vejam, cuidadosamente, o tape do jogo. Lembro-me que, no curso da partida, por várias vezes, fiquei extremamente irritado com o comportamento do juiz Quantas faltas na intermediária deixadas de marcar em favor do Náutico; por que aquela maior severidade na advertência aos jogadores do Náutico ? (vejam, por exemplo, que um atleta notoriamente técnico e disciplinado como Martinez, além de tudo o capitão da equipe, foi ameaçado pelo juiz após uma falta normal em Hugo; logo em seguida, foi ele quem recebeu uma dura entrada do jogador rubro-negro e o Sandro dois pesos e duas medidas nada disse e nada fez.) Até que ponto detalhes assim aparentemente tão insignificantes podem influir numa partida ? Não será que, apercebidos da visível tendenciosidade do juiz, os atletas do Náutico, ameaçados de cartão, procuraram aliviar um pouco a sua energia, enquanto que os adversários, seguros da impunidade, continuaram a disputar as jogadas com a mesma disposição ?. Então, não seria de surpreender que os alvirrubros tenham passado a perder as divididas. ( na observação do amigo João Carlos ). É assim, disfarçadamente, que se mina a atuação de uma equipe. Vejam que o Maurício, zagueiro do Sport, passou o jogo inteiro fazendo faltas seguidas em Élton e, somente no finalzinho do jogo, recebeu um cartão amarelo. Já o artilheiro alvirrubro, no comecinho do jogo, por uma cotovelada acidental numa disputa pelo alto, recebeu logo um cartão amarelo. No cômputo geral, três cartões para um lado, três para o outro, atestando a indiscutível perícia do apitador. Mas, para quem entende um pouco de futebol ( e das malandragens de uma arbitragem ) será capaz de perceber a procedência do que estou dizendo. Já para outros, será apenas mais uma desculpa para nossa derrota. Desculpa amarela, que embora cor assumida por nosso principal rival - parece ser, lamentavelmente, também a cor da preferência de muitos torcedores alvirrubros......
NOTA: Sei que vou me expor com esse artigo; vai haver até quem ache que estou querendo endossar o extemporâneo desabafo do presidente do Náutico. Pouco importa: Honi soit qui mal y pense !

Preciso e lúcido, Edgar! Assino embaixo. Esse foi o jogo que enxerguei. Esse era o estilo Wilson Souza de apitar. Essa arbitragem em PE tem dono, e o dono quando precisa lança mão sem cerimônia. Parabéns!
ResponderExcluirPerfeito
ResponderExcluirJuizinho frouxo! Este lance de Martinez reclamei na hora em que assistia ao jogo. As faltas dos zagueiros me irritaram profundamente. Toda jogada de retomada de bola do Náutico os jogadores do xpó faziam falta, evitando o contra-ataque. Nem um cartão. Matavam a jogada e estavam sempre impunes. O próprio Felipe Azevedo fez várias faltas no ataque, matando o contra-ataque. Não recebeu nem advertência verbal. Sem querer justificar a derrota mas não temos juizes de coragem no nosso quadro de árbitros. Principalmente quando apitam na ilha...
ResponderExcluirMais um gol do Mestre" Conjuntura 1x0 Amarelão!
ResponderExcluirO Mestre Edgar escrevendo é um Machado de Assis!
ResponderExcluirNa mosca. Esse foi o jogo e assim serão as finais. Urge posicionamento por parte do CNC por árbitros de fora daqui pra frente.Já foram desencadeados os movimentos "Salva Bivar" e "Salva Arena Sport". Poder, política e muito dinheiro envolvidos. O CNC tem que se antecipar a isso tudo senão o boi,digo,a vaca, vai pro brejo.
ResponderExcluirNão vi dessa forma. O juiz, por exemplo, marcou várias faltas para nós nas cercanias da área do boi. Não lembro de ter marcado nenhuma perto da área de Felipe. E foram várias disputas dos dois lados. Acredito que faltou atitude.
ResponderExcluirConcordo. Mas ainda cho que o Náutico se acovardou.
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ResponderExcluirSINCERAMENTE NÃO SEI O QUE PIOR DE ENGOLIR, AS ARBITRAGENS SEMPRE TENDENCIOSAS OU O NOSSO HISTÓRICOS DE DIRIGENTES SUBMISSOS A ESSES MAFIOSOS DAS HOSTES DESTE TIMECO DA ILHA DA FANTASIA, ENDEUSADOS PELOS PSEUDOS CRONISTAS TORCEDORES DE PE.
CONCORDO PLENAMENTE MDM EDGAR.
E ELTON, FOI ENGOLIDO,SUMIU DO JOGO,JÁ ME PREOCUPO COM COPA DO BRASIL, SULAMERICANA E BRASILEIRÃO.
MENOS, MESTRE ROBERTO, MUITO MENOS, MEU AMIGO...!
ResponderExcluirÍa falar justamente isto. O Maurício não bateu só no Elton, ele cansou de dar botinada no Rogério (que acabou por levar um cartão também no fim do jogo). Esta é uma tática comum do Sport nos jogos na Ilha, no ano passado foi o Diego Ivo que ficou o jogo todo batendo no Kieza. Não que isto tenha influenciado diretamente no resultado, mas serve para desmistificar a tão propalada excelente atuação do Sandro Meira Ricci. E também acho bom o nosso presidente reclamar, esta também foi uma tática muito usual dos dirigentes rubro-negros, reclamar da arbitragem mesmo ela não sendo tão prejudicial assim (eles reclamavam até mesmo quando a arbitragem favorecia-lhes, tentando inverter a situação). Se nossa FPF é assim, só funciona na base da pressão, tome pressão então ! Estou cansado de ser o bonzinho e não ganhar nada ! Claro que tudo tem o limite, mas temos de usar as armas disponiveis.
ResponderExcluirExcelente análise de Edgar. A Direção do Náutico deveria exigir juiz de fora em todos os clássicos, mas, infelizmente, é submissa à Federação. Com as declarações de Luciano Bivar, admitindo ter subornado gente para "empurrar" Leomar na seleção brasileira (e como capitão do time), além de já ter dito quando ainda era candidato à Presidência do Sport, que Gilson Cordeiro era venal (só pode garantir quem já comprou), o Náutico teria todos os motivos para colocar todos os árbitros daqui sob suspeição e solicitar juiz de fora, mas, em vez disso, gostou quando Sandro Meira Ricci - que já tinha tido uma atuação desastrosa no jogo das semifinais do ano passado contra o Sport, inclusive deixando de marcar um pênalti em Ronaldo Alves - foi o indicado. Quando acaba o jogo, Paulo Wanderley sempre esperneia, mas aí não adianta mais, pois o Sport já conseguiu o resultado desejado. Marcos Japiassú foi feliz ao citar Wilson Souza, que sempre prejudicou o Náutico e era endeusado pela imprensa e, pasmem, até pela Direção do nosso Clube. Até hoje, nos comentários que faz no rádio e na TV ele é tendencioso.
ResponderExcluirO texto é irrefutável.Brilhantemente escrito, o que não é novidade. Realmente no quesito arbitragem também fomos prejudicados (a falta em Eli foi escandalosa, por ex.). Somada às nossas crônicas "derrapadas" na Ilha...
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