25 de mar. de 2013




Por CARLOS CELSO CORDEIRO, MDM       



O campo dos Aflitos existe desde 1917.

No início pertencia à Liga Sportiva Pernambucana, a atual Federação Pernambucana de Futebol.

Neste período denomino o campo como Aflitos-LIGA.



A partir de 1918 o estádio dos Aflitos passou a ser a casa do Náutico.

No começo era apenas um campo onde os alvirrubros mandavam seus jogos.

As duas metas ficavam no sentido Leste-Oeste.

Em 1939 as duas metas foram colocadas no sentido Norte-Sul.

Como continuam até hoje.

Depois foram construídas as arquibancadas.

Passamos um período em que o estádio tinha as bonitas marquises curvas do lado das sociais, as arquibancadas “suspensas” e, no lado das gerais, o lendário “balança mais não cai”.

A partir de 2001 o estádio ganhou a configuração atual.



Desde 1918, gerações de alvirrubros tiveram o estádio dos Aflitos como sua casa.

Lá, nós alvirrubros celebramos muitas vitórias e amargamos nossas derrotas.

Ao todo, foram quase 1.770 partidas disputadas pelo Náutico nos Aflitos.

O número de vitórias e empates supera 80%.



Mas o estádio dos Aflitos abrigou, também, jogos de outras equipes.

Incluindo os jogos do Náutico, tenho registro de quase 3.000 jogos na casa do Náutico.



Nossos principais adversários jogaram muitas vezes em nosso estádio.

E não apenas contra o Náutico.

O Sport jogou 412 partidas nos Aflitos.

O Santa Cruz cerca de 540.



A partir do segundo semestre de 2013 o estádio dos Aflitos, como é comumente chamado o estádio Eládio de Barros Carvalho, deixará de ser a casa do Náutico.

Mas, já é capítulo importante da nossa história.

Até lá, cada partida nos Aflitos será especial.

Será uma despedida.

Todo alvirrubro deve aproveitar este momento único para fazer a sua despedida dos Aflitos.



Haverá uma mudança de endereço.

Deixaremos de jogar nos Aflitos.

Nosso novo endereço será a Arena Pernambuco.

Ou será a Arena Timbu?

Um novo capítulo da história começará a ser escrito.

Esperamos que este capítulo conte histórias de muitas conquistas e alegrias.



Comentário de Mestre Edgar Mattos: Carlos Celso: nos anos 45/50 não havia alambrado em torno do campo. Apenas uma mureta fácil de transpor. Então, á medida em que o jogo se desenrolava a meninada - eu como parte dela - ia se aproximando das laterais do campo, especialmente por trás das barras. Até que, acionada, a cavalaria assustava a todos fazendo-nos correr de novo para trás da mureta. Bons e românticos tempos do estadinho dos Aflitos... Nossa precária iluminação era gozada pelos adversários que, por causa dela, chamavam o nosso campo da "boite dos Aflitos". Uma noite, com muita festa, foi inaugurada a nova iluminação. Estive presente a todos esses eventos sem que a memória tenha registrado os detalhes que vocês historiadores são capazes de resgatar. 

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5 comentários:

  1. Carlos Celso: nos anos 45/50 não havia alambrado em torno do campo. Apenas uma mureta fácil de transpor. Então, á medida em que o jogo se desenrolava a meninada - eu como parte dela - ia se aproximando das laterais do campo, especialmente por trás das barras. Até que, acionada, a cavalaria assustava a todos fazendo-nos correr de novo para trás da mureta. Bons e românticos tempos do estadinho dos Aflitos... Nossa precária iluminação era gozada pelos adversários que, por causa dela, chamavam o nosso campo da "boite dos Aflitos". Uma noite, com muita festa, foi inaugurada a nova iluminação. Estive presente a todos esses eventos sem que a memória tenha registrado os detalhes que vocês historiadores são capazes de resgatar.

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  2. Em uma das primeiras noites que fui aos Aflitos, jogavam Botafogo, campeão carioca, e Sport, campeão pernambucano. O ano era o de 1949, mês de setembro. Como lembra Edgar, assistindo ao jogo nas gerais, dinheiro curto de interno da Casa do Estudante, com a permissão da turma pesada da Cavalaria, pulamos o murinho de arrimo e fomos ver os 10 minutos finais, o Botafogo já ganhava de 3x0 e assim foi até o fim,atrás da barra de Manuelzinho, do lado da rua da Angustura. Foram 10 minutos e quase o mesmo número de defesa do goleiro. A linha atacante do Botafogo voltando depois de cada rebatida de Manuelzinho, a maioria com os punhos em posição vertical, ou depois da devolução que se seguiu à defesa bem feita, a bola devidamente encaixada no chute ã queima-roupa. Uma blitz. Nunca tinha visto coisa iqual. O jogo visto da beira do gramado, atrás da barra. Bem lembrado, Edgar.

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  3. No sábado passado, Carlyle Paes Barreto em sua coluna do JC comentou sobre a inércia do marketing do Náutico em não explorar esses últimos momentos dos Aflitos para atrair maior público. Nosso marketink deixa muito a desejar: desde 2010 sem patrocínio master (excluindo o curto período do Banco Bonsucesso, conseguido por vias políticas); 4ª camisa escolhida no site oficial na cor cinza e lançada verde água; novo desenho do mascote (que ficou muito bom!) apresentado em dez/12 e até agora não apresentado nos jogos; foto dos jogadores indisponíveis no site oficial. Precisamos evoluir muito nesse quesito.

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  4. Qual o email de vocês para envio de imagens para o livro "Adeus, Aflitos?" Na matéria do jornal do commercio deste domingo (07/04/2013) é indicado o endereço carloscelsocordeiro@oi.com.br, mas a mensagem falhou. Por favor mandem uma mensagem para renatopba@yahoo.com.br que eu respondo com as fotos para o livro. Abs. Renato.

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  5. Mestre Renato, para enviar material do livro, também é válido o e-mail robervieira@uol.com.br

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Comentários