25 de mar. de 2013








Pedro Teixeira de Carvalho, o capitão Pedrinho, assinou seu primeiro contrato profissional em 1941, no América de Recife, com o salário de 500 cruzeiros mensais. 

O futebol do jovem craque despontou ao lado de uma constelação de estrelas como Capuco, Pinhegas, Moacir e Daniel, todos membros da seleção pernambucana desde os anos 30.

Campeão do lendário campeonato de 1944, líder do esquadrão de Juninho, Pedrinho foi contratado pelo Sport Club Bahia em 1947, numa transação que abalou a capital pernambucana. 

Os baianos provaram que tinham feito um grande negócio, por o Tricolor de Aço, contando com Pedrinho e Leça em suas linhas, foi ganhando título em cima de título, até se consagrar tetracampeão baiano em 1950. 

Ídolo em Salvador, Pedrinho fez o caminho de volta para o América, ainda em tempo de ser capitão do grêmio esmeraldino nas conquistas dos anos 50 ao lado de Tomires, Astrogildo Néri, Macaquinho e Dario.

Sentindo que as pernas já não obedeciam como antes, Pedrinho, ao lado do veterano Capuco, foi encerrar sua brilhante carreira no timaço da Usina Bonfim, sagrando-se campeão interiorano de 1954. Pouco depois, assumia o comando técnico da equipe da Usina, onde passou a residir com sua esposa Solange e os filhos Marcos, Mercedes, Marinho, Mirna e Márcia.

Pedrinho nunca foi expulso de campo. 

Exemplo de técnica e disciplina, algoz do São Paulo na famosa goleada de 7x2 sofrida pelo tricolor paulista diante do Bahia, Pedrinho sempre torceu por apenas um time: o América.    


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