Pedro
Teixeira de Carvalho, o capitão Pedrinho, assinou seu primeiro
contrato profissional em 1941, no América de Recife, com o salário
de 500 cruzeiros mensais.
O futebol do jovem craque despontou ao lado
de uma constelação de estrelas como Capuco, Pinhegas, Moacir e
Daniel, todos membros da seleção pernambucana desde os anos 30.
Campeão
do lendário campeonato de 1944, líder do esquadrão de Juninho,
Pedrinho foi contratado pelo Sport Club Bahia em 1947, numa transação
que abalou a capital pernambucana.
Os baianos provaram que tinham
feito um grande negócio, por o Tricolor de Aço, contando com
Pedrinho e Leça em suas linhas, foi ganhando título em cima de
título, até se consagrar tetracampeão baiano em 1950.
Ídolo
em Salvador, Pedrinho fez o caminho de volta para o América, ainda
em tempo de ser capitão do grêmio esmeraldino nas conquistas dos
anos 50 ao lado de Tomires, Astrogildo Néri, Macaquinho e Dario.
Sentindo
que as pernas já não obedeciam como antes, Pedrinho, ao lado do
veterano Capuco, foi encerrar sua brilhante carreira no timaço da
Usina Bonfim, sagrando-se campeão interiorano de 1954. Pouco depois,
assumia o comando técnico da equipe da Usina, onde passou a residir
com sua esposa Solange e os filhos Marcos, Mercedes, Marinho, Mirna e
Márcia.
Pedrinho
nunca foi expulso de campo.
Exemplo de técnica e disciplina, algoz
do São Paulo na famosa goleada de 7x2 sofrida pelo tricolor paulista
diante do Bahia, Pedrinho sempre torceu por apenas um time: o
América.

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