Hélio
Pinto foi levado para o Diario de Pernambuco em 1943 por Mauro Mota.
O contrato falava que Hélio seria cronista esportivo, atuando na
vaga de Prudenciano Di Lemos, transferido para o Departamento
Jurídico, mas o destino achou de colocar o assassinato de Demócrito
de Souza Filho no seu caminho. O jovem líder estudantil tombou ao
lado do cronista e Hélio conheceu as grades do Estado Novo ao lado
dos mestres Aníbal Fernandes e Mauro Mota.
Foi seu batismo de
sangue.
Começo
mais propício para um jornalista, impossível. E Hélio Pinto seguiu
brilhando no Diario de Pernambuco e no Diario da Noite, acompanhando
as idas e vindas de Assis Chateaubriand em Pernambuco e –
polivalente que era – atuando como locutor das vitórias aliadas
nos microfones da Pracinha.
Depois
da carreira como jornalista, Hélio Pinto decidiu ser empresário de
futebol. Unindo paixão e competência, tornou-se em pouco tempo
referência nas excursões de nossos clubes e nas transferências de
jogadores.
Mas
a vida de Hélio Pinto era bem mais que jornalismo, era uma vida
alviverde. Aos domingos, Hélio almoçava na residencia de Rubem
Moreira no cardápio de Dona Branca. Depois do almoço,
inevitavelmente galinha assada no forno, os dois amigos rumavam para
os Aflitos onde geralmente atuava o América.
Porque
Hélio Pinto foi América de corpo e alma, capaz de se indignar nas
manchetes dos jornais quando o seu clube perdeu o título de 1951
diante do Náutico. Capaz de chorar nas derrotas dos anos 60 e 70. Um
choro apaixonado do antigo aluno do Colégio Santa Cecília, em
Fortaleza.

As reportagens de Hélio Pinto, acompanhando o Náutico, tanto na excursão à região amazônica e Guiana holandesa ( Paramaribo), quanto na pioneira (pelo menos,considerando-se os clubes do norte-nordeste ) ida à Europa, eram sensacionais.Verdadeiras lições de jornalismo. Deveriam ser editadas pelo Náutico.
ResponderExcluir