20 de mar. de 2013







Hélio Pinto foi levado para o Diario de Pernambuco em 1943 por Mauro Mota. O contrato falava que Hélio seria cronista esportivo, atuando na vaga de Prudenciano Di Lemos, transferido para o Departamento Jurídico, mas o destino achou de colocar o assassinato de Demócrito de Souza Filho no seu caminho. O jovem líder estudantil tombou ao lado do cronista e Hélio conheceu as grades do Estado Novo ao lado dos mestres Aníbal Fernandes e Mauro Mota. 

Foi seu batismo de sangue.

Começo mais propício para um jornalista, impossível. E Hélio Pinto seguiu brilhando no Diario de Pernambuco e no Diario da Noite, acompanhando as idas e vindas de Assis Chateaubriand em Pernambuco e – polivalente que era – atuando como locutor das vitórias aliadas nos microfones da Pracinha.

Depois da carreira como jornalista, Hélio Pinto decidiu ser empresário de futebol. Unindo paixão e competência, tornou-se em pouco tempo referência nas excursões de nossos clubes e nas transferências de jogadores.

Mas a vida de Hélio Pinto era bem mais que jornalismo, era uma vida alviverde. Aos domingos, Hélio almoçava na residencia de Rubem Moreira no cardápio de Dona Branca. Depois do almoço, inevitavelmente galinha assada no forno, os dois amigos rumavam para os Aflitos onde geralmente atuava o América.

Porque Hélio Pinto foi América de corpo e alma, capaz de se indignar nas manchetes dos jornais quando o seu clube perdeu o título de 1951 diante do Náutico. Capaz de chorar nas derrotas dos anos 60 e 70. Um choro apaixonado do antigo aluno do Colégio Santa Cecília, em Fortaleza. 



Um comentário:

  1. As reportagens de Hélio Pinto, acompanhando o Náutico, tanto na excursão à região amazônica e Guiana holandesa ( Paramaribo), quanto na pioneira (pelo menos,considerando-se os clubes do norte-nordeste ) ida à Europa, eram sensacionais.Verdadeiras lições de jornalismo. Deveriam ser editadas pelo Náutico.

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