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18 de mar. de 2013

A SELEÇÃO JUDAICA DE TODOS OS TEMPOS

BRAILOWSKI






Por ROBERTO VIEIRA



Dia da imigração judaica no Brasil.

Dia da reinauguração da sinagoga Khal Kadosh Zur Israel. 

Judeus que viveram no Recife holandês.

Judeus que fugiram para a Nova York.

Mas como é a participação judaica no futebol mundial.

Sabemos que o Ajax nasceu em um bairro judeu.

Sabemos que torcedores do Totteham Hotspur se denominam 'Yid Army'.

Sabemos que o campeonato pernambucano já teve um clube israelita na disputa.

Lá nos anos 30. 

Mas como seria uma hipotética seleção judaica de todos os tempos?

Fácil.

O técnico seria Bella Guttman.

No gol, o húngaro Sándor Geller.

Medalhista olímpico e paredão.

Na lateral direita, George Cohen.

Cohen que é neto de judeus.

Mas que preferiu esquecer as origens.

Na zaga?

Gyula Mandi que treinou o Golden Team magiar e o mequinha..

Mas que também sabia tudo na hora de desarmar.

Ao lado de Gyula, Wallach.

Beque israelense na Copa de 1970.

Fechando pela esquerda?

Juan Pablo Sorín.

Raça cruzeirense e hebraica.

Meio campo?

O matemático e dono da bola Harald Bohr.

Trocando passes com David Beckham.

Beckham que não esquece sua vovó paterna. 

Junto com eles, Brailowski do Independiente.

E Mathias Sindelar, austríaco cuja origem judaica virou controvérsia.

No ataque?

Josef Klotz, autor do primeiro gol de uma seleção polonesa.

Klotz assassinado pelos nazistas.

E  Sjaak Swaart.

O atleta que mais vezes trajou as cores da Ájax.

Tricampeão europeu.

Swaart que ouvia cânticos racistas das arquibancadas adversárias.

Na direção da equipe rumo à Terra Prometida do gol?

Malcolm Glazer.

O Moisés que botou o Manchester no rumo.

E agora?

Shalom e bola na rede!


SWART

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