Por ROBERTO VIEIRA
Culpa do Cabelli.
Oitenta e poucos anos depois.
A mania de fazer gol persiste.
Primeiro foi Fernando.
O decano.
Gol em cima de gol - o homem que nunca perdeu um pênalti.
Fernando que cedeu lugar no trono a Wilson.
Depois Tará.
Vindo do Santa Cruz pra meter dez gols no Flamengo.
Amorim e Fernandinho - de vida breve.
Foram substituídos por Ivson
Digno de Fernando e Tará.
Ivson que fez par com Hamilton.
Overdose de bola na rede.
A torcida exigente imaginou:
Oxente!
E depois destes dois?
Depois veio Geraldo José e... Bita.
Bita que excedia.
Bita que foi substituído anos depois no imaginário.
Por Jorge Mendonça.
Artilheiros?
Os outros tiveram.
Mas como explicar Baiano?
Como explicar Bizu?
Como explicar Robson?
Robson que ganhou apelido de Gol?
Pior!
Como explicar Kuki?
Ídolo e sinônimo de Tor.
Kuki e depois Acosta.
Acosta e Bruno Mineiro, Gilmar?
Todo mundo que vestia as camisas 9, 11, 7 fazendo gol.
Até Kieza.
Quer ser artilheiro, dizia uma propaganda,
jogue no Náutico!
Pois quando Kieza se foi.
Deixando a torcida inquieta.
O feitiço se refez verdade bíblica.
Elton e Rogério desandaram a brindar o público.
Com aquilo que o público gosta.
Repito.
Culpa do Cabelli.
Culpa do Cabelli.
Como aliás já escreveu e discursou Mestre Lucídio.
E quem somos nós pra duvidar?

Justiça seja feita. Dessa vez, o Náutico jogou bem postado e fez grande partida. Felizmente, Wagner Mancini enxergou o óbvio, escalando Josa na cabeça de área e colocando Elicarlos - atuação soberba - mais recuado. A defesa ganhou consistência e tivemos o controle do jogo. Com exceção de Marcos Paulo, todos jogaram bem (até Luís Eduardo, acreditem). Felipe "Mão de Lodo" ainda falhou em um lance mas, no geral, foi bem, apesar de não ter sido muito exigido.
ResponderExcluirConcordo com 99% das suas observações, Newton. Só discordo de sua má vontade com Felipe que, no meu entender, não falhou naquela bola. Encoberto e traído por Ely Carlos que ameaçou colocar a cabeça na bola, defendeu "no susto", sem possibilidade, portanto, de direcionar o rebote.
ResponderExcluirVejo nele um cara com muita personalidade. Criticado por todos não se abateu. Já o nosso Gideão me parece muito "pra baixo". Então, vamos prestigiar o FElipe que é o que temos de melhor no momento. Pela sua liderança seu apoio é importante.
Procuro analisar com isenção, Edgar, tanto que reconheço que Luís Eduardo jogou bem, apesar de não gostar dele. Acho que Felipe não passa nenhuma segurança e, apesar de suas observações, entendo que ele falhou no lance, opinião compartilhada por Rembrandt Júnior, narrador do jogo. Jamais teria renovado o contrato dele, muito menos adquirido parte dos direitos federativos. Prefiro Gideão, que também tem defeitos - corrigíveis -, especialmente nas saídas do gol e reposição de bola. Mas, respeito sua opinião.
ResponderExcluirPerfeitamente defensáveis os pontos de vista de Edgar e Newton.Mas fico com a palavra de Edgar,pois Newton perdeu o debate quando citou Rembrandt(esse é fraco...)
ResponderExcluirKkk
Carlos Leite
Espetacular essa lista de artilheiros citada por Roberto!!! É de fazer inveja a muito time por aí...
ResponderExcluirCarlos Leite
E ainda faltou citar o Nivaldo (artilheiro de um pernambucano com a camisa do Náutico). Teve também o Roberto César, que até não fez tantos gols assim na sua passagem por aqui, mas jogou muito naquele campeonato de 1984 (centroavante técnico, estilo Reinaldo, o Rei do Galo).
ResponderExcluirPerfeitamente defensáveis os pontos de vista de Edgar e Newton.Mas fico com a palavra de Edgar,pois Newton perdeu o debate quando citou Rembrandt(esse é fraco...)
ResponderExcluirKkk
Espetacular essa lista de artilheiros citada por Roberto!!! É de fazer inveja a muito time por aí...
ResponderExcluirE ainda faltou citar o Nivaldo (artilheiro de um pernambucano com a camisa do Náutico). Teve também o Roberto César, que até não fez tantos gols assim na sua passagem por aqui, mas jogou muito naquele campeonato de 1984 (centroavante técnico, estilo Reinaldo, o Rei do Galo)
ResponderExcluirA Fábrixa existe desde os anos 30, instalada nos Aflitos por Cabelli/Fernando Carvalheira. Tará, Ivson-Hamílton, Bita, Baiano, Bizu, Kuki, Kieza, Rogério-Elton, pelos tempos a fora garantido o mercado.
ResponderExcluirAmigo Newton, jamais poria em dúvida a sua isenção. Você sabe o quanto o respeito e admiro. Acho que uma concordância de 99% entre nós é um bom índice, não ? kkkkkkkkkkk Roberto: entre os artilheiros revelados pelo Náutico você esqueceu o Wellington, que veio do Inter, transferido para o exterior depois de suas boas atuações no Náutico. Deveríamos colocar uma placa em nosso vestiário: AQUI REVELAMOS ARTILHEIROS !
ResponderExcluirE o mais interessante dessa mística diz respeito aos jogadores que nunca fizeram nada em lugar nenhum e desandam a fazer gols quando vestem a camisa do Timba.E ao saírem do clube,somem novamente.Lembro de Bruno Meneghel,Wellington Tanque...
ResponderExcluirAlguém lembra de mais algum?
Carlos Leite
E Mirandinha?
ResponderExcluirCarlos Leite.
Realmente, Mirandinha não pode ser esquecido pois fez gols memoráveis contra os grandes do futebol brasileiro. Em entrevista recente ele deu bastante destaque a sua passagem pelo Náutico.
ResponderExcluirE enquanto isto pelos lados da Ilha, eles penam na busca de um desde Hélio....
ResponderExcluirMirandinha é outra ótima lembrança, bem como Wellington Tanque. Como contraponto a tudo isto tínhamos o Reis até ontem, aliás comecei a semana muito feliz com a notícia de sua saída, mas hoje já fiquei um pouco triste, pois ele foi para o Avaí e não para o Criciúma. Se tivesse ido para o Tigre, seria, desde já, o nosso primeiro grande reforço para a série A 2013...
ResponderExcluirEsqueceram Lima, que nos deu um título praticamente sozinho (o time era fraco). Lembro também de Reinaldo (época do dirigente Geraldo Uchoa).
ResponderExcluirLima foi realmente decisivo para a conquista do campeonato de 1985. Mas, não podemos também esquecer Edmur,Paraguaio,China e Nino.
ResponderExcluirA lista abriu tanto que ouso dizer o nome de Mario Tilico! O Usain Bolt dos Aflitos! kkkkk E fazia gol. Sds José Artur
ResponderExcluirNão podemos esquecer o grande craque Jorge Mendonça. Poderia citar ainda o excelente Rinaldo. Fica comprovado. O Náutico é uma verdadeira fábrica de artilheiros.
ResponderExcluirPelo visto, o livro de Lucídio, Carlos Celso e Roberto sobre os maiores artilheiros do futebol pernambucano vai ter como personagens apenas jogadores do Náutico.
ResponderExcluirVerifiquei que Jorge Mendonça já tinha sido citado no texto do Mestre Roberto.
ResponderExcluirNewton, quando você falou de Lima, é o de 74 ou o de 85 ? Você também falou que o time era fraco, mas acho que o de 1985 era um grande time(o de 1974 eu não vi, mas pelo que falam também era um timaço). No bicampeonato de 1985, tínhamos Galvão, Edson Gaúcho, Zé Eduardo, Alfredo Santos, Claudio Mineiro. O meio de campo era fantástico: Lourival, Baiano, Manguinha e Ademir Lobo. O goleiro era o Pimenta (jogou muito bem naquele ano, País, ex-Sport foi seu reserva). Para completar, ainda tinha o Jarbas (um formiguinha), o Neto Surubim, o Sivaldo (polivante) e o lateral esquerdo Júnior (muito bom). O Lima veio no segundo turno (em substituição ao grande Nunes, que tinha ido embora antes do primeiro turno acabar, juntamente com o lateral Heitor, este sendo substituído pelo Galvão, outro que saiu no meio da campanha foi o Denô).Lima marcou 15 gols naquela campanha, já o Baiano fez 12 e o Neto Surubim 8. O artilheiro foi Roberto (o Coração de Leão, jogando pelo Santa Cruz, com 17.
ResponderExcluirVermelho de luta só podia gerar uma Casa de Artilheiros.
ResponderExcluirCaro Gilvannewton, refiro-me ao Lima de 1985. O Náutico ganhou o Primeiro Turno (creio que decidindo contra o Central), perdeu todos os jogos da Primeira Fase do Segundo Turno, sofrendo uma espécie de rebaixamento, passando a enfrentar, na Segunda Fase, os times de menor expressão (Ferroviário, América etc.). Lima chegou nessa etapa. O Náutico venceu todos os jogos e credenciou-se para disputar o Terceiro Turno, tendo vencido e decidido o campeonato com o Santa Cruz. Lima foi decisivo, fazendo gol em praticamente todos os jogos. Discordo de você em relação à qualidade do time. Dos que você citou eu não gostava de Sivaldo, Jarbas, Galvão e Neto Surubim. Lourival era muito esforçado, porém limitado. Júnior deixava a desejar na marcação e por aí vai. Craques, na minha opinião, eram apenas Baiano, Ademir Lobo e Lima.
ResponderExcluirApesar de não ter citado no meu comentário, desconfiava que o seu comentário baseava-se principalmente pelo rebaixamento entre a primeira e segunda fase do segundo turno (fato muito estranho, que merecia uma boa investigação), mas no fim a campanha foi muito boa, vencemos 2 turnos, inclusive o terceiro com uma virada épica na Ilha com 2 gols de Baiano. A base deste time começou a ser montada em 1983 (a principal variação foi exatamente no centroavante, Mirandinha num ano, Roberto César no outro e Lima no último),
ResponderExcluirresultando em 2 títulos. E um time que tem 3 craques (e olha que o Lima talvez não mereça este conceito) e um punhado de bons jogadores (Lourival, Manguinha, Claudio Mineiro, Zé Eduardo, Alfredo Santos) não pode ser chamado de fraco, só discordei deste carimbo dado. Mas sempre é muito bom recordarmos e debatermos estes momentos felizes da história alvirrubra.