10 de mar. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA


Foram tantos os adendos.

Também.

É artilheiro a dar no pau.

Lima.

Chegando na crise do atraso dos salários.

Virando o campeonato de ponta cabeça.

Lima que tratava a bola como realeza.

Paraguaio.

Alma e caráter de um time construído milimetricamente por Mestre Sebastião Orlando.

Paraguaio que fez com Jorge Mendonça parceria das tardes de domingo nos Aflitos.

Nino dos 102 gols.

Nino que brincava de botar a bola nas redes.

Nivaldo.

A gente lembra de Bizu e esquece do flash.

Nivaldo do gol mais rápido dos Brasileirões.

Mirandinha, sócio dos cardiologistas da cidade.

Mirandinha que não deixava gol pra outro fazer.

Tilico.

A torcida do Náutico habitava o setor atrás do bandeirinha na Ilha do Retiro.

Tilico?

Fazia a festa em cima do Sport.

Um dirigente rubro negro teve a ideia.

Muda a torcida de lado.

Bota Tilico pra correr pela direita.

Sempre com a torcida do Leão no pé do ouvido.

Primeiro jogo com a mudança?

Tilico meteu a bola no fundo das redes adversárias.

Como esquecer Tilico?

Mas a fábrica de gols é inusitada.

Vestindo a camisa alvirrubra e fazendo gol.

Estiveram Bruno Meneghel, Adriano, Wellington, Roberto César,

Chico Explosão.

Muricy?

Lembrava das lições de Alfredo Gonzalez.

E mandava continuar o tiroteio...






Categories: ,

Um comentário:

  1. Mestre, sejamos justos. Lembro a vc que àquele tempo as torcidas rivais do Sport habitam não só a parte de trás da bandeirinha como tb dividíamos meio a meio o tobogã central do estádio da Ilha, tendo em alguns jogos a torcida tricolor amarela (na época "rubro-negra"), passado mais do que da metade naquele setor. Se o clássico era "taco a taco", a divisão igual das arquibancadas era comum. E íamos do centro até a parte atrás de uma das barras. Pena que a nova geração não viu isso.

    ResponderExcluir

Comentários