19 de fev. de 2013






Tive imensa vontade de escalar Mestre Gradim.

Na seleção dos maiores técnicos da nossa história.

Mas havia o rigor dos números.

O rigor da Lei.

Mesmo assim.

Gradim é assim uma espécie de santo.

Nascido no distante 1909.

No subúrbio carioca de São Cristovão.

Negro retinto e craque.

Começou batendo bola no Esporte Clube Africano.

Apelidado de Gradim.

Pois todo negro brasileiro com pinta de craque.

Ganhou o apelido de Gradim.

Gênio do futebol uruguaio.

Em 1927.

Teve a perna direita fraturada por Queiroz.

Um zagueiro de maus bofes.

Recuperou-se para brilhar no Vasco e no Bonsucesso.

Lugar de negro.

Pois até o Flamengo era escravocrata.

Flamengo que ele - na sua santidade

- quebrou duas vezes em duas brigas famosas no campo da Rua Paissandu.

Campeão do Super Super com o Vasco em 1958.

Um dia.

Lançou um garoto pobre, triste e verborrágico.

Garoto que tinha sido dado como inútil para o futebol por Gentil Cardoso.

Um garoto chamado Dario.

Nada demais.

Pois Gradim estava ao lado de Silvio Pirilo.

Na seleção brasileira que convocou um negrinho de 17 anos.

Chamado Edson.

Edson que doze anos depois.

Deu um abraço carinhoso no homem bondoso que o acolheu na seleção.

Edson que agora se chamava Pelé...








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