16 de fev. de 2013





... é na cadeia!





11 comentários:

  1. Prezados, moro a duas quadras da Sede do Náutico. Ontem meus dois filhos (18 e 20 anos) estavam com programações de festas e, diferente do usual, não fomos ao jogo. Costumava dizer que não havia perigo. Moro na rua do Futuro, ando a Teixeira Pinto e dobro à direita em direção a sede. Até clássico já fomos, na vã segurança de estarmos na frente da sede. Agora tudo mudou! Estava ontem à noite na padaria na frente do Country Club e assim que chego em casa e coloco as sacolas na cozinha minha esposa avisa que está tendo confusão. Escuto os tiros. Não tenho certeza se 2 ou 3. Mais de um, certamente. Vou à varanda e vejo o corre-corre. Como minha esposa chegou primeiro, viu duas ou três pessoas de preto correndo pela Teixeira Pinto e procurando onde se esconder. Será que eram o(s) atirador(es)? Como pode-se estar armado em um ônibus? Assistir a um jogo armado? Resultado: já falei para os meus filhos. Jogos agora só na TV! Não vale o risco de sair para uma praça de guerra arriscando-se a morrer! Já não comparecia ao Arruda e a Ilha. Agora, no crepúsculo dos Aflitos, não vou mais. Imagina um metrô em dia de clássico na cidade da copa? Cadê o chamado Pacto pela Vida? Cadê o governo do estado que há anos não trata como deveria esta situação? E os clubes que apoiam estes marginais, dando ingressos, salas e proteção? Cansei! Não sou louco nem irresponsável! Se o conjunto de Estado e Sociedade Civil não garante um mínimo de segurança, a cidade, principalmente em dia de jogos, pertence aos marginais e aos incautos. Se na frente da sede de um clube de futebol podemos ser assassinados, parei! Parei! Vou acompanhar meu time pela TV, ou talvez nem alimente mais esta paixão que virou insanidade.

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  2. Marcelo Lins diz:
    Robpe,
    Entendo suas palavras, mas acho que não devemos nos render.
    Se as pessoas de bem se deixam dominar pelo medo aí sim os vândalos vencem.
    Eu estava indo para o jogo com minha namorada em um sábado à noite quando na frente do country vimos a confusão, entrei na padaria que falou e esperei o tempo passar. A cena assustou e muito, Crianças com medo, Pais e Mães protegendo seus pequenos e os Vãndalos em guerra na avenida.
    Também como vc me pergunto: e como será nessa arena no fim do mundo?
    Me parece que nesse campeonato pernambucano mequetrefe as coisas pioram: Menos polícia, jogos de clube em mesmo dia(no brasileiro CNC e sport não jogam juntos em recife em nenhuma rodada)e uma federação que é burra de pai e mãe.
    Acho que devemos como pessoas de bem cobrar cada vez mais do governo e autoridades providências em um estado que se diz moderno.

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  3. Não querendo advogar em favor de qualquer torcida, simplesmente vamos aos fatos:
    Encontrei a estatística de depredação dos coletivos em 2009 informada pelo Grande Recife Consórcio. O Náutico como mandante registrou público total 365.622 média 13.208 (26%). Sport 561.364 média de 18.712 (37%). O Santa 415.465 média de 18.885 (37%). Quando tratamos de ocorrências e custo da depredação o Sport é campeão com 55% Santa 35% e Náutico 9%. Se retirarmos os clássicos a média do Náutico cai para 5%. Encontramos jogos do Náutico contra Corinthians e São Paulo sem nenhuma ocorrência. Sem falar que os públicos foram quase os mesmos dos clássicos. Cont.

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  4. Que alternativa seria mais correta, jogar tudo numa mesma panela e tratar todos no mesmo patamar de marginalidade e periculosidade? Ou resolver caso a caso utilizando o remédio adequado para cada doença. Gostaria de saber se existem torcedores do Náutico indo até a sede do Sport protagonizando as mesmas cenas de ontem. A relação é desproporcional aos danos causados e comportamento. É preciso que tratemos o problema de forma precisa, punindo severamente todos os marginais seja qual for seu escudo. Por outro lado não podemos generalizar, sob pena de sermos injustos e principalmente ineficazes. Chico Avelar

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  5. Na verdade estamos num mato sem cachorro. O problema foi deixar o "grande monstro a se criar". Agora, dizem os especialistas, não adianta impedir as organizadas entrarem nos estádios, não adianta extinguí-las. O que adintará então ? A impunidade é que causou esta encruzilhada, se no primeiro sinal de minimo desvio deste pessoal tivesse havido punição, a situação não teria chegado a este ponto.

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  6. Para os leitores do Blog que não tem conta no Facebook.
    Colo aqui o comentário que postei por lá.


    "A que ponto chegamos?

    Este é João Vitor, meu filho. Seis anos de idade. Foto em jogo do Náutico este ano.

    Cheguei a chamá-lo para ir comigo ao jogo hoje.

    Graças a Deus ele não quis ir.

    Deixei meu carro no IOR, como sempre, e segui a pé pela Av. Rosa e Silva para os Aflitos.

    Um pouco depois do Bompreço me deparo com centenas de integrantes da Fanáutico armados com pedras gigantes de concreto na mão para atirar em ônibus que transitavam pela avenida com integrantes da torcida jovem do sport.

    Fiquei assustado e apressei o passo.

    Vi eles atirarem pedras em um ônibus. Estilhaços de vidro no chão.

    Já chegando na sede, em frente ao Delta Café, a confusão aumentou. Parecia uma praça de guerra.

    Começaram a apedrejar um ônibus em frente da sede e corri para entrar no clube.

    Ouvi um TIRO!

    Corri e entrei na catraca que dá acesso ao Náutico.

    Depois fiquei sabendo que foi o TIRO que atingiu um integrante da Fanáutico que estava na calçada.

    Podia ser em mim.

    Podia ser no meu filho João, ou no meu Luís ou no meu caçulinha Tiago.

    Levar meus filhos para os jogos do Náutico?

    Nunca mais!!!

    Quem sabe na Arena, mas sem antes ter certeza da segurança na BR e no entorno do estádio.

    Culpa de quem?

    Governo do Estado que não chama pra si a responsabilidade e acaba de vez com esses marginais?

    Nossos dirigentes? De TODOS os clubes. Não escapa nenhum.

    Nosso presidente mesmo, comemorou a vitória na última eleição vestindo a camisa da Fanáutico. O presidente do Santa fez a mesma coisa. Dubeux também.

    Tá na hora do basta.

    Ou já passou?"

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  7. Quando se fala em proibir T.O. nos estádios não adianta impedir a entrada de faixas, bandeiras, camisas, etc. O problema é a impunidade com os que cometem atos de vandalismos. Como falou Durval a direção dos três clubes são coniventes com as T.O. por medo ou pagamento de favores. No Náutico, por exemplo, em dias de jogos os aliados da Fanaútico tem acesso a nossa sede o deveria ser exclusivo de sócios do Náutico. O mesmo deve ocorrer na Ilha e no Arruda. O problema da violência entre os organizados é ideológico e pode ser constatado através do livro "Como o Futebol Explica o Mundo", de Franklin Foer e do documentário recentemente mostrado na ESPN Brasil, "The Real Football Factories". Precisamos estar lembrados que o Juizado do Torcedor recentemente condecorou as organizadas do Recife por "bom comportamento".
    p]Por mais conforto que se tenha em casa nada substitui a emoção de um jogo no estádio e não podemos aceitar que os vândalos nos tirem esse prazer.

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    1. José Geandre,
      Concordo com seu pesamento. Chico Avelar

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  8. Não falo com medo. Tem de fechar as torcidas, botar na cadeia os criminosos. Tolerância zero com qualquer um que deseje tumultuar. Tolerância zero. Tanto faz se é timbu, rubro negro ou tricolor...

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    1. Amigo Roberto,
      Vamos atacar a causa. É mais barato e eficiente tratar a doença com alimentação, saneamento e precaução...Chico Avelar

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Comentários