Almir Albuquerque jogou noventa minutos no Sport.
Foi vendido ao Vasco.
Jogador bom pro Sport era de fora.
Gringo.
Almir chegou imberbe em São Januário.
E barbarizou.
Contra o América-RJ.
Meteu o gol da vitória sendo saudado como o novo Ademir.
O Diário da Noite em Recife.
Resumiu a triste ópera pernambucana.
Santo de casa...

Na verdade, "raptaram" o garoto.
ResponderExcluirFoi uma operação sigilosa de um dirigente do Vasco.
Me parece que levou o menino até escondido (do Sport) para o aeroporto.
Li a história há muito tempo, não lembro os detalhes.
Mas o mestre bem que podia nos relembrar com um post!
Mestre... o Sport quando quis segurou seus craque, como na fuga de manga para o mesmo Vasco. Tal fato não ocorreu com Vavá e Almir...
ResponderExcluirMestre, Cier Barbosa era o nome da figura do Vasco que "aliciou" Almir.
ResponderExcluirNeste link há a história.
Se quiseres, transcrevo aqui.
https://lh4.googleusercontent.com/-uLH51LVDisI/US7JY4N5FXI/AAAAAAAABY4/LNTduv6CknM/s533/4.gif
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ResponderExcluir"Quando Almir, o Pernambuquinho, começou a explodir no juvenil do Sport ao lado de Manga, Elcy e outros valores daquele time que se sagrou campeão pernambucano sem levar um gol, passou a ser paquerado pelo olheiro do Vasco da Gama nestas plagas, Cíer Barbosa. (...)
ResponderExcluirCíer que não era bem-visto pelos dirigentes pernambucanos, que consideravam-no um perigoso aliciador, funcionava como uma espécie de ponta-de-lança do dirigente vascaíno Edgar Campos, o mesmo que seria depois supervisor do Sport, Santa Cruz e Náutico. Por intermédio deles, além de Vavá, já tinham ido outras promessas rubro-negras para o Vasco, como Adésio e Ilo. (...)
A dupla Edgar/Cíer estava no encalço de Almir, ainda amador, e por quem o Náutico também andava se balançado. Claro que Almir, ouvido falar da recente ascensão vascaína de Vavá - um ex-juvenil do Sport, como ele - quedava-se pelo Almirante. Até mesmo alguns profissionais do Sport, como o volante Zé Maria, aconselhavam-no a se mandar para o Rio de Janeiro. O atacante terminou topando, isso depois de receber o sim de seu Arlindo, o pai.
Começou-se a elaborar o plano de fuga. Sim, fuga, pois se o Sport descobrisse, ia ser o maior bafafá. Até os carregadores de bagagem do aeroporto viviam de olho, instruídos, ou gratificados, para darem a pista se Almir ou outro qualquer jogador pintasse por lá. O clube da Ilha não queria que se repetisse o que houvera com outros jogadores. Sem poder agir às claras, o Vasco ao mandar um telegrama pela Western, concessionária inglesa do ramo das comunicações telegráficas, avisou que seguira a passagem para "Altamir" (?) via Cruzeiro do Sul. É que tudo teria que ser sigiloso, pois havia o perigo de alguém dedurar. Portanto, o nome de Almir era proibido.
Até que veio o dia da viagem. Edgar Campos embarcava para o Recife para providenciar tudo, ficando na sua, sem dar as caras. Seguiram os três, Edgar, Cíer e Almir, num táxi, para os Guararapes. Quando lá chegaram, depararam-se nada mais, nada menos, com o time do Sport, que estava fazendo hora a fim de embarcar para uma excursão ao Norte, pois o vôo havia atrasado. Claro que Almir não podia se expor, e diante daquela situação inesperada, teve que ficar escondido no táxi, vendo o tempo passar, enquanto Bria, Manga, Carijó, Traçaia, Eliezer, Geo, etc. desfilavam pelo saguão do aeroporto. Nada do Sport embarcar. E Almir na moita. Era dezembro de 56. Até que foi dada a última chamada para o vôo de Almir. O Pernambuquinho esperou que os últimos passageiros entrassem no avião e, já com a ficha de embargue na mão, deu aquele pique aeroporto a dentro, para não ser visto. Só uns dez dias depois é que se soube na Ilha que o atacante valente que tanto prometia, tinha ido baixar em outro terreiro".
E mesmo assim, quando quis segurar Manga o Sport segurou...
ResponderExcluirFoi só uma observação, mestre...
ResponderExcluirPois achei um pouco injustas as frases. "Jogador bom para o Sport era de fora" e sobretudo "Foi vendido ao Vasco".
O Sport não negociou o jogador. Não ganhou um tostão com uma de suas maiores promessas. O garoto fugiu.
Estória arretada...
ResponderExcluirCarlos Leite.
Bem, se for estória, é estória do mestre Lenivaldo Aragão.
ResponderExcluirE se mestre Lenivaldo é contador de estória, ele não tem credibilidade, é isto?
Caro Mestre Rubro Negro, um fato sempre me assombra. Você me conta essa história super legal. Eu apenas afirmo que o Sport quando desejou segurar um jogador, segurou... como foi o caso de Manga. O que não invalida nada do que você escreveu. Aí, no meio do caminho, você perde a calma e indaga sobre a credibilidade de Lenivaldo. Como se eu - ou qualquer outro pernambucano pudesse colocar a credibilidade de Lenivaldo Aragão em xeque.Tudo por causa de um post no qual eu queria mostrar a falta de valorização do jogador prata da casa... que na verdade era a razão da matéria do jornal nos anos 50 de onde saiu a matéria. Tudo bem, Mestre... peço desculpas e posso lhe garantir que esta foi a última matéria do Blog sobre o Sport. Deixo pra escrever sobre o Sport quem melhor entende da história rubro negra: os próprios rubro negros, entre os quais se inclui seu belo Blog. Grande e afetuoso abraço... Roberto.
ResponderExcluirNão, mestre, de maneira nenhuma me referi a você!
ResponderExcluirSou fã seu, e só fiz uma observação, trazendo mais informações para a questão de Almir.
Quando falei de Lenivaldo, foi direcionado a Carlos Leite... Exclusivamente para ele. veja o comentário dele.
Desde já peço perdão se você se sentiu ofendido. E suplico para que você não deixe de escrever sobre o Sport.
Apesar de ser alvirrubro, vejo mto respeito e admiracao, e até carinho, nos seus posts sobre o Sport.
Um cordial abraço,
Se for possível, peço que o mestre releia todos os comentários do post novamente.
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