15 de fev. de 2013




Tem muito alvirrubro brabo. Querendo triturar o menino Rogério. Rogério que é jovem. Tem muito que aprender. Mas foi mal orientado por quem de costume. Lembro a esses alvirrubros. Uma pequena fábula...







Andava o Timbu na selva, meio que faminto.

Nada de café da manhã e muito menos uma branquinha pra aliviar o cansaço.

De repente, um sapo.

E lá na frente um leão desavisado.

Leão que era prato fino no cardápio do Timbu.

O que fazer?

Se atacasse logo o leão, o sapo ia botar a boca no trombone e o leão fugiria, com certeza.

Controlando sua repugnância,

o Timbu papou o sapo enquanto filosofava com seus botões:


'Muitas vezes, a gente tem de engolir um sapo no almoço pra poder jantar um leão...'


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8 comentários:

  1. Roberto, a questão que vejo é o poder de discernimento dele. Até onde a sua visão alcança? Pelo que sabemos dele e como escreve acho difícil "acalmá-lo" e trazê-lo AGORA para outra realidade. Lembro que ele tinha já lá trás problemas familiares. Isso é bronca séria! Estou de fato prejulgando-o, mas baseado em milhares de histórias semelhantes espalhadas pelo Brasil. Resumindo, o momento para prepará-lo, não futebolisticamente, foi alguns anos atrás. Lá no começo. Acho que perdeu-se o timing.

    Pegando o gancho e ampliando o meu ponto, as categorias de base se não tem deveriam ter acompanhamento mais amplo com assistentes sociais, psicólogos e até uma escolinha para melhorar o grau de escolaridade desses garotos. Um trabalho intenso, profundo e não apenas uma conversinha esporádica com o grupo. Sem trocadilhos, uma categoria de base criada sobre uma base instável ou inexistente não se sustenta.

    Abs, Harold.

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  2. Concordo, Mestre... mas no futebol - e lembremos os casos de Ronaldinho Gaucho e Oscar - muitas vezes temos que utilizar o verbo muito mais que a força para atingir nossos objetivos. O trabalho na Base deve ser como você coloca, porém o canto da sereia existe em qualquer oceano da humanidade.

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    1. Tomara Roberto, tomara! Mas é exceção os casos de "recuperação". Leia-se entender, dar a volta por cima e voltar a ter o mesmo futebol.. Eu ainda insisto no discernimento, o que R9 e Oscar possuem. Abs, Harold.

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    2. "É exceção" não, "são exceções". Hahaha.

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    3. Ah, um comentário que quero fazer faz tempo. O meu iPad e o Blog são nada amigáveis. Por ex., para escrever esse textinho foram 6 travadas. O modo que menos trava é o "Anônimo". Ruim é que tenho de lembrar no final de assinar. :((

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    4. Tá difícil. Sou eu mesmo acima. Hahahaha. Abs Harold.

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  3. Muito bom, Roberto. Como Educador acredito sempre na recuperação do homem. Especialmente quando ainda jovem. O ouvido que ouve o mal conselho é o mesmo que pode ouvir o aconselhamento para o Bem.

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  4. Fábula fabulosa. Muito bem fabulada. O pessoal do fogo tem que baixar a bola...

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Comentários