Por ROBERTO VIEIRA
O homem toma do assento no estádio.
E o faz de escudo medieval.
Pedra na mão quase tal Davi.
Onde o Golias?
Tecido sobre o rosto.
Como muçulmano nos tempos das Cruzadas.
Camisa tricolor no peito.
Embora não seja tricolor coisa nenhuma.
Mentira de marketing nazista, isto sim.
Pois o jogo em questão é Peñarol e Velez.
Não existem corintianos e gaviões nas proximidades.
Nem sinalizadores.
Sinalizadores atirados pela torcida do Real Madrid.
Sobre os tristonhos catalães.
Tristes, porém não tão tristes,
como os familiares de Lucas,
garoto alvirrubro atingido por disparo nos Aflitos.
A violência nunca foi privilégio de nenhum povo ou nação.
Ingleses, tupis, incas e chineses sempre se mataram.
Aos milhares.
Com requintes de crueldade, damas de ferro e antropofagia.
As imagens dos últimos dias comprovam a natureza humana.
Estampada nas macabras brigas das arquibancadas e entornos.
O homem é selvagem e não existem bons selvagens.
Os famigerados hooligans fizeram escola.
O mundo que globalizou celulares, laptops e milk shakes.
Agora assiste a globalização dos hoolligans.
Oruro?
É aqui...

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