Por ROBERTO VIEIRA
Quando todos esperam o
sim?
Não.
Quando todos esperam de
joelhos?
Olhos no horizonte.
Quando todos são
reais?
O sonho.
Quando tudo parece
fácil?
O caminho mais difícil.
Quando te prometem a
liberdade das masmorras?
Prisão perpétua.
Pois nenhuma prisão é
pior que nós mesmos.
Quando todos nos julgam
curados?
Doença.
A incurável doença de
amar a vida lá fora.
É.
Seria bem mais
confortável a mansidão das salas de jantar.
O conforto do abraço
convicto.
A lápide familiar
entre lápides familiares.
Mas o livro do destino
reservou a planície deserta.
O pó.
A solidão da busca
infinita pela resposta que não existe.
O menino olha pelas
janelas na noite de Natal.
Paz.
Velas.
O menino imagina paz e
velas.
Mas paz e velas não
há.
Paz e velas são outros
Natais de outras pessoas.
Uma mão oferece o pão.
Outra mão, a
liberdade.
Faminto.
O menino agarra a
liberdade e sai pela vida.
Sozinho.
Espírito.
Sorrindo...
* Ao meu querido Charles Dickens
A música?
A imortal 'Solsbury Hill' de Peter Gabriel...

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