21 de jan. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA



O futebol ficou mais popular que Cristo, diria Lennon.

E é verdade.

No dia da Religião, 21 de janeiro.

A Religião se chama Futebol.

Messias é o Messi.

O ópio do povo é o futebol.

Futebol de craques milionários.

Milionários como inúmeros pregadores cristãos.

Mas nenhum pregador cristão.

Vive nas mentes encaracoladas da juventude universal.

Ninguém ousa perdoar uns aos outros.

O negócio é ganhar.

Bola na rede.

Se possível, explodindo os adversários.

Paz na Terra?

Só na hora da troca de flâmulas.

Depois é cada um por si e ‘vamo que vamo’.

Não existe cálice sagrado.

Existe o caneco dourado..

Existe o gol de placa.

Discípulos, torcida organizada.

Vira casaca, Judas.

O pão nosso de cada dia?

Camisas e adereços do time do coração.

O Reino dos Céus?

Ser campeão.

A religião mesmo – aquela que falava de santos e arcanjos.

Essa sobrevive na lembrança de Petras.

Petras imitado por Jairzinho.

Mas até o ajoelhar-se ficou fora de moda.

Religião agora?

São palavras escondidas por debaixo da camisa.

Palavras agora proibidas.

Até mesmo pela FIFA.

Vai ver com medo da concorrência...


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