Por ROBERTO VIEIRA
O futebol ficou mais popular que Cristo, diria Lennon.
E é verdade.
No dia da Religião, 21 de janeiro.
A Religião se chama Futebol.
Messias é o Messi.
O ópio do povo é o futebol.
Futebol de craques milionários.
Milionários como inúmeros pregadores cristãos.
Mas nenhum pregador cristão.
Vive nas mentes encaracoladas da juventude universal.
Ninguém ousa perdoar uns aos outros.
O negócio é ganhar.
Bola na rede.
Se possível, explodindo os adversários.
Paz na Terra?
Só na hora da troca de flâmulas.
Depois é cada um por si e ‘vamo que vamo’.
Não existe cálice sagrado.
Existe o caneco dourado..
Existe o gol de placa.
Discípulos, torcida organizada.
Vira casaca, Judas.
O pão nosso de cada dia?
Camisas e adereços do time do coração.
O Reino dos Céus?
Ser campeão.
A religião mesmo – aquela que falava de santos e arcanjos.
Essa sobrevive na lembrança de Petras.
Petras imitado por Jairzinho.
Mas até o ajoelhar-se ficou fora de moda.
Religião agora?
São palavras escondidas por debaixo da camisa.
Palavras agora proibidas.
Até mesmo pela FIFA.
Vai ver com medo da concorrência...

Tem muito AMÉM e pouco AMEM !
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